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A Inter-relação entre “O Príncipe” e “Maquiavel – O Poder”

Nicolau Maquiavel, 1469-1527.

A princípio não entendi quando, lá no 1º semestre da faculdade de Administração, o professor de TGA I nos indicou o livro “Maquiavel – O Poder”, porém no decorrer da leitura percebi como José Nivaldo Júnior, autor do livro, conseguiu expôr o sentido da teoria formulada em O Príncipe, por Nicolau Maquiavel, no século XVI, com respeito às diferentes características dos governantes e administradores em geral e às formas com as quais conquistam e aplicam o poder até hoje. Até hoje? Sim, pois uma vez que começamos ler O Príncipe, percebemos como sua mensagem permanece contemporânea.

Para José Nivaldo Júnior, O Príncipe “… foi uma obra escrita, para alcançar resultados muito claros e definidos.“ A respeito do marketing político diz que “… é exatamente isto: o conjunto de atividades que visa à conquista, a manutenção e a expansão do poder.”

Em O Príncipe, Maquiavel recorre a fatos históricos para comprovar seus argumentos. Seus estudos e trajetória política e militar não impediram que, por séculos, fosse mal interpretado, ao ponto de que seu nome tenha se tornado sinônimo de maldade, crueldade e cinismo, dando origem ao adjetivo “maquiavélico”. Esta carga negativa, que foi-lhe imputada durante séculos, decorre do ponto de vista de quem lê o manual de Maquiavel. Pois somente quem ostenta o poder e conhece os desafios, ameaças e dificuldades de ser um governante e de manter-se no poder, compreende as teorias apresentadas em O Príncipe. Assim, quem não entende a mente de quem governa, só pode enxergar a crueldade e a manipulação nas palavras de Maquiavel.

E é desta forma que, sob a ótica de quem governa, José Nivaldo Júnior, em “Maquiavel – O Poder”, disserta, na primeira parte do seu livro, sobre os assuntos e soluções propostas por Maquiavel, fazendo um paralelo com o que hoje denominamos marketing político. Na segunda parte, comprova suas afirmações, utilizando-se da mesma ferramenta que Maquiavel, ou seja, dos fatos históricos, para demonstrar a aplicação dos princípios maquiavelísticos na conquista e na manutenção do poder, através de ações de marketing político calculadamente planejadas e friamente aplicadas.

Entre os paralelos e as referências históricas citam-se: O general francês De Gaulle, Hitler, o Cristianismo, o marketing das trevas, a ideologia da morte na guerra e o misticismo. Estas foram e continuam sendo a formas como se aplicam o marketing para conquistar o poder e dominar aos que, de certa forma, se tornam súditos destas ideologias, seja pela força ou voluntariamente.

Tanto O Príncipe quanto Maquiavel – O Poder são livros que deveriam estar nas estantes da maioria dos líderes empresariais e políticos do nosso país. E, se você pretende ser um líder algum dia, deveria estar na sua, também.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

2 Comments

  1. Parabéns pelo site Antonio, este assunto (A Inter-relação entre “O Príncipe” e “Maquiavel – O Poder”) me soa tão familiar, rsrs, podia ter postado antes, me ajudaria muito, ficou muito bom o seu texto.

    • Legal Rosi! Muito obrigado pelo seu comentário. Pois é, foi difícil entender Maquiavel. Mas acho que valeu a pena. Boas férias e volte sempre! Seus comentários sempre serão bem recebidos!

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