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Benchmark: melhoria e aprendizado para atingir a Excelência

Há vasto material e muitas definições para o Benchmark. De uma forma simplificada, ele consiste numa técnica de pesquisa de melhores práticas, que conduzem a um desempenho superior e que visa, principalmente, duas coisas: aprender e melhorar.

  • Aprender, porque: uma vez que vamos a campo verificar, estudar, analisar e comparar o que a concorrência oferece com o que nós oferecemos, acabamos aprendendo por observação macetes, truques e a melhor aplicação das nossas próprias técnicas;
  • Melhorar, porque: este contato direto com o nosso mercado, pode nos apresentar novas oportunidades, nos dar idéias inovadoras, novos conhecimentos e melhoria dos nossos processos, entre outros benefícios.

Porém, não se deve confundir esse processo de aprendizado e melhoria com plágio. Copiar o que os outros fazem, somente por copiar, de forma desleal, para arrebatar-lhes uma fatia do mercado, é feio. Antiético. Em muitos casos, crime. A noticia ruim é que o plágio é muito mais comum do que se possa imaginar. E, como as leis são fracas(no Brasil), dificilmente alguém pagará(como deveria) pelos seus atos.

Para não incorrer neste erro, a palavra de ordem é: INOVAÇÃO. Pegar o que já existe, estudá-lo e melhorá-lo, além de não ser errado, é um favor que se faz ao desenvolvimento humano e de uma indústria específica como um todo. Disto trata-se, no fundo, o Benchmark.

Segue lista de ações que podem servir como norteadores, para elaboração de um bom Benchmark:

    1. Examinar jornais, revistas e outros materiais impressos relacionados ao seu nicho, para obter informações sobre seus concorrentes.
    2. Analisar os anúncios, as embalagens e as declarações dos concorrentes.
    3. Contratar serviços de clipping para este propósito.
    4. Estudar os sites dos concorrentes na internet, que podem incluir informações detalhadas sobre os produtos e preços, informações sobre novos produtos, políticas e valores da empresa, listas extensivas de empregos, estrutura organizacional da empresa, informações sobre escritórios comerciais, escritórios administrativos, distribuidores e centros de serviço.
    5. Contratar ex-funcionários de um concorrente específico, para ajudar a empresa conhecer a atitude mental dele e, provavelmente, suas iniciativas e reações.
    6. Levantar dados com a equipe de vendas e os intermediários, a respeito de suas impressões e experiências com um concorrente específico.
    7. Medir o padrão de desempenho do concorrente conversando com clientes, revendedores, fornecedores e consultores. Agir como cliente oculto e pedir uma proposta do concorrente. Comprar o produto do concorrente e realizar uma engenharia reversa.

Na prática, podemos observar a utilização do Benchmark em vários setores da indústria, do comércio e dos serviços. Embora não o possamos visualizar nitidamente, pois trata-se de uma ferramenta aplicada internamente nas empresa. Contudo, podemos notar sua existência pelos resultados que produz. Por exemplo: nada é mais comum que vermos empresas de telefonia digladiando-se por clientes; quando uma lança um novo produto no mercado, dias depois a concorrente lança algo muito semelhante, porém com um algo a mais, uma vantagem. O mesmo ocorre com as táticas de vendas e promoções utilizadas nos grandes magazines que comercializam eletrônicos e produtos da linha branca; seus comerciais televisivos são muito parecidos, porém cada um agrega à sua oferta algo que acredite ser um deferencial para atrair o consumidor. Também vemos a aplicação do Benchmark na política, nas igrejas, cursos técnicos, faculdades, industria dos cosméticos, emissoras de televisão, jornais, moda etc.  Enfim, em tudo. O Benchmark é, apesar de invisível para o grande público, praticamente, onipresente em todos os cantos da economia. É só prestar atenção aos seus movimentos.

Aqui vai um detalhe importante: Muita gente faz Benchmark mesmo sem saber que ele existe. O simples fato de comparar seu produto com o do concorrente e tentar criar algum diferencial que o faça melhor, para conquistar o mercado, já é Benchmark. Claro, isto seria uma versão muito simplória da técnica. Mas, é.

Muito há que se dizer à respeito. Mas, em síntese, é isto.

Utilize estas dicas com moderação e inteligência. Inove e seja uma referência no seu nicho. Ande sempre na frente e faça com que os outros é que sejam obrigados a fazer o trabalho de Benchmark, tendo você como referência.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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