Menu de Páginas do Blog

Gestão | Empreendedorismo | Carreira

Como enxergar as oportunidades e salvar o negócio

Criar e manter uma empresa saudável e sustentável ao longo do tempo não é tarefa fácil. Disso, todo mundo sabe. Somente quem fica de olho bem aberto, para identificar e aproveitar as oportunidades, consegue atingir esse objetivo. Por isso é que, na prática, é muito comum ver negócios com um potencial enorme, permanecerem atrofiados ou se extinguirem completamente antes do quinto ano de vida. A única marca que deixam, é um rastro de dívidas, prejuízos e traumas para os sócios. Inclusive há quem, depois de passar por esse tipo de experiência, prefere empregar-se em troca de um salário modesto a voltar a empreender novamente.

Uma das causas primárias deste tipo de retrocesso, é a falta de planejamento adequado e o decorrente não aproveitamento de oportunidades, que andam por aí muito bem camufladas. O atual cenário competitivo, inovador e desafiador, sabe castigar esse tipo de comportamento. Devemos ficar realmente de olhos bem abertos, pois, às vezes, as oportunidades podem chegar disfarçadas de problemas. E a verdade é que 99% das pessoas, preferem esquivar-se dos problemas a enfrentá-los. E é assim que algumas boas oportunidades se escapam entre os nossos dedos e passam desapercebidas bem debaixo do nosso nariz.

Max Weber, no seu livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, chamou atenção para este assunto: “… numa ordem completamente capitalista da sociedade, uma empresa individual que não tira vantagem das oportunidades para gerar lucros, esta condenada a extinção.”

Se associarmos esta citação ao fato de algumas pesquisas do SEBRAE indicarem que 50% das novas empresas brasileiras não passam do 5º ano de vida, veremos que Weber acertou na mosca. Realmente, são poucas as empresas que chegam a 20 anos ou mais de existência saudável e independente.

Então, podemos dizer que o problema aqui é: o não aproveitamento de oportunidades (ou a virtual falta delas) e a decorrente “extinção” sistemática, prematura e descontrolada de novas empresas. Se procurarmos respostas rápidas para o assunto, podemos destacar:

  • 1. A inviabilidade de se abrir empresas no Brasil, por conta dos empecilhos colocados pelo próprio governo(taxas, tributações, etc);
  • 2. A falta de um bom planejamento por parte dos novos empreendedores.

Sinceramente, penso que a segunda opção tem um peso maior que a primeira.

Geralmente, as grandes oportunidades só são percebidas por quem é antenado e habituou-se a manter tudo sob controle. Este tipo de empreendedor demonstra que incorporou o espírito do negócio; que está conectado com cada dado fornecido pelas suas planilhas financeiras; que analisa com atenção as principais pesquisas de mercado do seu setor. Além disso, ele está atento à sua voz interior, ao seu instinto empreendedor, ao seu tino comercial.

O verdadeiro oportunista – no bom sentido da palavra – não se perde no espaço e no tempo e anda sempre cercado de informações úteis e seguras e, também, sabe cultivar relações de trabalho transparentes, honestas e duradouras.

Estas características, entre outras, conferem ao empreendedor tranquilidade e segurança suficientes para que, mesmo percorrendo o caminho das pedras, possa enfrentar contratempos, desbravar o desconhecido, superar desafios, pensar com claridade, planejar o seu próximo passo e traçar o seu próprio destino destino.

Agindo assim, aumenta-se as chances de enxergar melhor as oportunidades e de aproveitá-las… claro, sempre, quando e se elas aparecerem.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

Comente o post!

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *