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Falta de planejamento: um risco fatal

Possivelmente, todos os que chegarem a este post já ouviram falar ou estão em busca de informações sobre planejamento. Por exemplo: planejamento de férias, de carreira, de negócios, de investimentos etc. O termo é ainda mais familiar para quem se mantém em contato com o mundo empresarial, seja no exercício da função ou em formação. Mesmo assim, é incrível o número de empreendedores que, mesmo sendo conhecedores da necessidade de planejar, não o fazem. Em grande parte, este é o motivo porque a vida média da maioria das novas empresas brasileiras esteja entre dois e cinco anos.

Os motivos para não planejar são variados: pode ser falta de informação, de atenção ou de tempo; falta de habilidade; falta de hábito; desinteresse etc. Mas, apesar de que o fato de elaborar um bom planejamento possa ser cansativo e despender muito tempo, o trabalho árduo e cauteloso de planejar vale a pena. Pois uma vez concluído, e se for bem feito, o planejamento fornecerá um diagnóstico apurado e uma radiografia detalhada da empresa, proporcionando um embasamento técnico para a tomada de decisões, o que ajudará a nortear as nossas ações, reduzindo riscos e desperdícios, de modo que possamos concentrar os esforços onde são mais necessários.

A importância do planejamento

Planejamento

A abundância de informações sobre o que é um planejamento e sobre como elaborá-lo é indiscutível, o que, sem dúvida, é muito bom. Mas, se o empreendedor não souber garimpar as informações realmente úteis, pode acabar caindo nas armadilhas de conteúdos supérfluos e terminar por desenvolver seus planos de forma inadequada.

Vamos agora retornar um pouco no tempo e ver como o planejamento foi definido por líderes que não perderam tempo com informações desinteressantes.

Para começar, Napoleón Hill, escritor e filósofo estado-unidense, que nasceu no final do século 19, mas que ficou famoso ao longo do século 20, com o seu Best Seller “Quem pensa enriquece”, fala sobre o Planejamento Organizado. No 6° capítulo do seu livro, ele afirma que um dos passos para transformar nossos pensamentos em dinheiro “… é a formação de planos práticos e definidos…”. Hill continua dizendo que “O mais inteligente dos homens não pode obter sucesso (…) sem planos práticos e executáveis.” Desta forma, podemos concluir que apenas possuir planos aparentemente bem elaborados não significa grande coisa: eles devem ser executáveis. Para isso, as nossas metas e objetivos devem estar alinhados e devem ser muito claros e mensuráveis. Afinal, até o pior dos resultados pode nos parecer excelente se não temos clareza sobre os nossos objetivos. O autor também nos orienta a repensar e refazer os nossos planos se algo não der certo. Segundo ele, um dos principais motivos dos fracassos sempre serão atribuídos às falhas ou à falta de planejamento.

Outros ícones também falaram sobre o planejamento:

Bernardo de Rezende (Bernardinho), o maior campeão da história do voleibol:

“É importante ter metas, mas também é fundamental planejar cuidadosamente cada passo para atingi-las.”

Gustavo Cerbasi, consultor financeiro:

“Se não tivermos planos de emergência, poderemos quebrar…”

Harold Koontz, famoso consultor de Gestão de Pessoas:

“Planejamento é a condição primária para todas as outras funções de gestão. Cada ação do gestor segue uma etapa de planejamento.”

Idalberto Chiavenato, um dos principais mestres da administração no Brasil:

“… a administração não é um simples conjunto de regras e procedimentos previamente definido para todas as possíveis situações, mas uma tarefa de compor, integrar, articular, atualizar e aplicar recursos e competências no sentido de alcançar objetivos…”

Jesus Cristo, figura central do cristianismo:

“Quem de vocês, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?”

Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna:

“O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes”.

Philip Kotler, referência em marketing:

“O processo de planejamento pode ser mais importante do que os planos que dele surgem.”

Philip Kotler, (de novo)

“Quem não planeja, planeja o fracasso.”

Sun Tzu, general chinês do século IV a.C:

“O estudioso da arte da guerra que não seja versado na arte de flexibilizar planos (…) fracassará em seu intento de utilizá-la para obter o melhor para os seus homens.”

Richard Leucke, autor sobre empreendedorismo:

“Uma pessoa que tem todas as qualidades certas para o trabalho de empreendedor”, mas possui um plano ruim, não terá sucesso.”

Em uma conclusão simples, podemos afirmar que ninguém quer dar com os burros n´água. Isto é um fato. Mas então, porque temos tantas empresas que andam mal das pernas? Além disso, porque existe tanta gente frustrada e/ou infeliz com as suas próprias ações/decisões? Há uma lista enorme de possíveis respostas, mas nenhuma delas terá maior participação nos fracassos como a falta de planejamento. Por isso, alguns especialistas no assunto afirmam que o planejamento de uma empresa é tão importante quanto a sua constituição.

Esta postagem foi uma espécie de introdução que demonstra a importância de planejar, sob a ótica de alguns líderes influentes em vários períodos da nossa história, em diversos setores. Outros posts virão, com exemplos práticos de formulação de planejamento.

Leia mais sobre Planejamento.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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