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Pequena empresa: Sua saúde financeira e a crise econômica

Uma empresa de pequeno porte, em tempos de crise, possui vantagens e desvantagens.

  • Vantagens porque, quando o seu tamanho reduzido é acompanhado de boa gestão, terá certa flexibilidade para adaptar-se aos momentos difíceis. Isto lhe confere agilidade para esquivar-se de problemas maiores que certamente virão pela frente;
  • E desvantagens porque o seu pequeno porte, independentemente da sua gestão, lhe provocará sérias limitações financeiras. Neste caso, o seu maior desafio passa a ser o de gerar receita suficiente no curto prazo, para apagar rapidamente seus incêndios financeiros que, inevitavelmente, irão surgir.

Para ilustrar o que foi dito acima, imagine-se nas seguintes situações:

1. no comando do maior avião comercial do mundo, totalmente lotado;
2. no comando de um pequeno monomotor com somente dois ocupantes.

Agora pense: Em qual destes dois casos você se sentiria mais confortável para realizar uma manobra rápida, numa eventual emergência? Se é que se pode ter algum conforto numa emergência, claro.

Sobreviver na crise

O lado bom da história é que, tanto na vantagem quanto na desvantagem, nada está perdido para o empreendedor e seu pequeno império. Existe vasta literatura tratando de assuntos financeiros, com dicas de ferramentas práticas, que podem ser facilmente aplicadas a uma pequena gestão financeira, para ajudar a controlar e a amenizar os efeitos dos tempos difíceis. Um Fluxo de Caixa simples, por exemplo, é um bom começo. Acredite, a maioria das pequenas empresas(ou empreendedores) não mantêm um fluxo de caixa eficiente. E, tratando-se de finanças, um caderninho com anotações não basta. Em todos os casos, a gestão deve ser minimamente profissionalizada.

Geralmente, as pequenas empresas, apesar da experiência e do engajamento dos seus empreendedores, erram com frequência quando o assunto é gestão. Estes erros a fragilizam rapidamente e, aos poucos, vão minando à sua pequena economia. Obviamente, não se pode atribuir a culpa destes erros somente aos fatores externos(crise, câmbio, legislação, política etc); os fatores internos são os principais causadores de problemas financeiros. Por exemplo: falta de alguns controles básicos, como, por exemplo, o já mencionado Fluxo de Caixa; Misturar despesas da empresa com as despesas pessoais(do empreendedor, no caso); Desperdício de recursos(energia, suplementos, produtos, peças, etc); Mão de obra ou prestação de serviços desqualificada; Mau atendimento ao cliente etc.

Desta forma, de nada adianta ao empreendedor ter um ótimo faro de negócios se carece de boa gestão. Ele pode até ser um exímio negociador. Mas, se não souber manejar suas finanças adequadamente, enfrentará o mesmo dilema do cachorro que corre atrás do próprio rabo: perderá dinheiro na mesma proporção que o ganha.

Claro, que fique claro: nem sempre isto ocorrerá por negligência ou despreparo do empreendedor. Em uma parte dos casos, pode ser pela simples falta de tempo mesmo. Mas, como tempo é dinheiro, vale a pena dedicar pelo menos uma hora por dia na gestão financeira da sua empresa, por menor que ela seja.

Para terminar, segue algumas dicas para os empreendedores não serem pegos de surpresa por uma “marolinha” de crise qualquer:

  • Saber negociar é importante, saber gerenciar é indispensável;
  • Os controles financeiros de uma empresa de pequeno porte não são caros e nem complexos, e podem ser aplicados de uma forma relativamente fácil;
  • Os donos das pequenas empresas não devem misturar as finanças pessoais com as empresariais;
  • Os investimentos na capacitação e atualização do pessoal, deve ser visto como um investimento na própria empresa.
  • Por último: evitar a todo custo os juros e atraso no pagamento das dívidas. Se a insolvência não perdoa ninguém nem em tempos de calma, muito menos perdoará em tempos de crise.

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About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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