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A administração e o planejamento segundo Sun Tzu

Se você chegou até aqui, provavelmente, já ouviu falar do livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, séc. IV a.C. Possivelmente, também, não lhe seja nenhuma novidade que esta leitura é, praticamente, obrigatória para quem está seguindo a carreira de Administração e afins. Há vários autores muito bem conceituados, como Gustavo Cerbasi e Idalberto Chiavenato, por exemplo, que recomendam o livro repetidamente em suas respectivas obras.

Confesso que este livro ficou esquecido por algum tempo na minha estante. Já o havia lido, ou melhor, folheado algumas vezes. Mas, somente antes de escrever este artigo, retomei a sua leitura e me deparei com conceitos que, por descuido ou por falta de atenção, não havia notado na primeira vez que o li.

Neste texto vou tratar do assunto que creio que seja a coluna vertebral de todo o livro: o 1º capítulo, “Desenvolvendo Planos”, o equivalente ao que atualidade chamamos de “Planejamento”. Nele, Sun Tzu menciona os cinco fatores que todos os generais do exército – no nosso caso, os administradores – devem dominar muito bem. São eles: Lei Moral; Paraíso; Terra; Comando; Método e disciplina. Não podemos esquecer que o livro é um texto do séc. IV a.C. Portanto, devemos esforçarmo-nos para entender a sua essência.

O planejamento segundo Sun Tzu

Após refletir uma boa parte do dia sobre cada um destes fatores, e procurando a forma de encaixá-los no universo administrativo, cheguei às seguintes definições e comparações:

Lei Moral

Sun Tzu afirma que a Lei Moral “… é aquilo que deixa os indivíduos em completa consonância com o seu líder”, a ponto de estarem dispostos a sacrificar suas próprias vidas pela palavra deste.

Pois bem, não há outra forma de um líder conquistar tal façanha senão através do seu poder de influência. O administrador que está à frente de uma empresa, ou de uma equipe, deverá construir uma imagem positiva, pioneira e inspiradora para os seus subalternos. Entre as qualidades e características necessárias e exigidas do líder para que isto ocorra, separei as seguintes:

  • Ótima reputação;
  • Poder de convencimento;
  • Argumentação crível;
  • Poder de influência;
  • Formador de opinião;
  • Carismático;
  • Cativador.

Paraíso

Apesar da abstração que o significado religioso pode dar a esta palavra, no contexto de Sun Tzu, ela significa apenas a Natureza e os seus fenômenos naturais. Tem a ver literalmente com “… o dia e a noite, o frio e o calor, a passagem do tempo e as estações do ano”.

No universo corporativo, podemos definir isto como “clima organizacional” e o “comportamento” do ambiente financeiro, no qual a empresa está inserida. O administrador deverá estar atento se a economia está “aquecida” ou não, ou se os “tempos” são favoráveis ou não para os seus negócios. Se, por exemplo, sua empresa trabalha com produtos derivados de chocolate, qual seria a melhor época do ano para faturar? O dia das mães, o Natal ou a Páscoa?

Isto significa que devemos possuir “capacidade de adaptação” ao “clima” ambiental do mercado onde atuamos, para sobreviver aos vários tipos de ambientes existentes no nosso entorno.

Terra

Este é outro conceito fantástico! Segundo o autor, “… corresponde à distância, ao grande e ao pequeno, ao perigo e à segurança (…) a aposta na vida ou na morte”.

Nesta parte, identifiquei alguns conceitos inerentes ao espírito dos empreendedores:

Disposição em assumir riscos;
Procurar um bom posicionamento no mercado;
Estudo de campo (de mercado);
Conhecer a geografia do local(Geomercado)
Possuir e conhecer as ferramentas necessárias(Tecnologia);
Identificar tendências(do terreno).

Comando

Não basta ser instituído legalmente como líder. O administrador deverá possuir competência para sê-lo!

O comando, na visão de Sun Tzu, está diretamente relacionado com os valores do administrador. Segundo ele, isto “… inclui virtudes de sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e rigor”.

Lembre-se que na ausência de valores não há respeito. Sem respeito, não há comando.

Método e disciplina

Aqui entramos no contexto propriamente dito da Administração. Pois é nela que “… deve ser entendida a organização (…), manutenção das estradas pelas quais os suprimentos chegarão (…) e o controle dos gastos militares”.

Se considerarmos que os fundamentos da Administração são: Planejamento, Organização, Direção e Controle, logo concluímos que o conhecimento teórico das atividades administrativas é indispensável. Não importa se estas atividades serão executadas em uma pequena lojinha de doces ou na direção de uma grande indústria multinacional. O conhecimento e a sua devida aplicação é a alma do sucesso!

Há todavia outro ponto que quero abordar neste texto. Encontra-se no final do primeiro capítulo, e diz assim: “… refletir muito leva à vitória, refletir pouco leva à derrota”.

Pensar, além de estar passado de moda, está tornando-se artigo de luxo. Parece que estamos voltando à época em que “na terra de cegos quem tem olhos é rei”. O dinamismo da Internet e a saturação de entretenimento e informações supérfluas nas mídias, faz com que as pessoas queiram tudo fácil e pensem menos. Esta preguiça de pensar se reflete na falta de leitura de qualidade; falta de tempo; excesso de distração no trabalho; jogos em excesso; etc… tudo em excesso. Menos, pensar.

Alguém por aí já disse: “Pensar é grátis, não fazê-lo pode custar muito caro.”

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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