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A vida começa fora da sua Zona de Conforto

Pensar fora da caixa”, “Quebrar a casca do ovo”, “Deixar o casulo”, “Dar o primeiro passo” e “Subir o primeiro degrau com fé”. Provavelmente já tenha ouvido e/ou repetido alguma destas sabedorias populares em algum momento da sua vida. Pois bem, todas elas apontam na mesma direção e possuem a mesma mensagem: SAIR DA ZONA DE CONFORTO.

Nestas metáforas, tanto a caixa quanto o ovo, o casulo ou a base da escada, servem como exemplos de fortalezas psicológicas, cuja função é deixar-nos o mais seguros e confortáveis possível. Funcionam como esconderijos. São o nosso habitat onde nos acostumamos a viver e, de certa forma, nos dão alguma aparente sensação de tranquilidade. Na prática, seria a Carteira assinada, o dinheiro guardado, o isolamento(para os introvertidos), os holofotes (para os extrovertidos), não ser chamado pelo professor para falar na frente etc… Enfim, é estar confortável.

O problema, é que muitos não percebem que permanecer nestas pseudo-fortalezas pode ser fatal e representar a morte psíquica, profissional e, porque não?, de certa forma, física também.

Porquê? Porque o tempo passa e, naturalmente, deveríamos crescer, amadurecer. Inevitavelmente, com ou sem defeitos, nos desenvolveremos. Quando a maturidade chegar(e chegará), o esconderijo ficará pequeno e o espaço se tornará insuficiente. O ambiente outrora confortável e seguro, agora é claustrofóbico e tudo fica apertado. Os movimentos ficam limitados e a vida nos empurra para fora. E, quando isto acontece, só nos restam duas opções: sair, e viver; ou ficar, e ter uma morte asfixiantemente lenta e dolorosa.

Eis um dilema óbvio: sair ou ficar.

Qualquer um, em sua sã consciência, escolheria sair, claro. Mas nem todos o farão, por um simples motivo: pelo receio do desconhecido que há lá fora. Eis a caracterização do mito da caverna de Sócrates.

Mito da Caverna de Sócrates

Mito da Caverna de Sócrates

É esse medo de fracassar e de competir pelo seu espaço ao sol, que faz com que muitos percam a chance(talvez a única) de ver a luz, de viver para ver, de tentar e vencer ou de perder. Nunca se esqueça disto: a derrota sempre é uma possibilidade. E, desde que seja lutando, perder é uma honra(lembre-se disto também).

Mas, sair da zona de conforto não é tão simples assim. Essa escolha, pode exigir um alto grau de esforço, de investimento, de estresse, de estratégia, de planejamento, de desapego e de sacrifícios(não necessariamente nesta ordem). E nem todo mundo está disposto a isto.

Para comprová-lo de uma forma simples, tente quebrar um ovo com as pontas dos dedos e calcule a força empregada pelo passarinho para “nascer”. Já parou para pensar em como a borboleta consegue soltar suas delicadas asas daquele casulo estreito sem danificá-las? Da mesma forma, sair da sua zona de conforto pode significar uma declaração de guerra a si mesmo, a uma parte considerável de suas crenças e de muito do que aprendeu na vida. Seu ego insistirá em não soltar o osso. Apesar de que, o não fazê-lo, lhe possa representar um grave perigo existencial. Prepare-se para isto.

Desenvoltura, competência e coragem são antônimos de inibição, inaptidão e medo. Estas características, estão respectivamente presentes nos valentes, que ousam abandonar sua zona de conforto, e nos acomodados, que se enchem de desculpas torpes para encobrir a sua falta de brio.

As três características positivas que mencionei não são, como muitos pensam, um artigo de luxo de poucos. Apesar de que alguns já parecerem ter nascido com elas. Mas, com esforço, qualquer um pode desenvolvê-las.

Portanto, por mais que deixar a zona de conforto pareça não ser fácil(e não é), sabe-se que é possível. Lide com isso, com foco e determinação. E, lembre-se: o primeiro passo deve ser dado já. Pergunte-se qual seria o seu próximo primeiro passo. Só você poderá responder. Pense nisto e comece a planejar as suas próximas ações agora mesmo.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

2 Comments

  1. Acredito que voce usou tudo aquilo que eu precisava “ouvir”. Muito grata por suas palavras.
    Grande abraco.

    • Oi Sandra!

      Você não faz ideia de como fico feliz em saber que o texto te ajudou!!

      Fico muito agradecido pela sua visita ao site.

      Abraço!

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