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Pensar fora da caixa: O risco vale mesmo a pena?

O termo “pensar fora da caixa” é muito mais abrangente do que esta mera expressão esteticamente bonita e inspiradora, que andou até virando modinha em diversas palestras, blogs, artigos, discursos, livros e outros eventos motivacionais. Mas, olhando de um jeito mais realista, o que ele significa de fato? O que mais podemos enxergar neste termo, além do seu conceito clichê de criatividade, curiosidade, inovação, coragem etc? O que há, na prática, além disso?

Podemos começar ilustrando esta “caixa” de duas formas:

  1. Como uma zona de conforto;
  2. Como um lugar/situação do qual nos tornamos reféns.

A diferença básica entre estas opções é que, na primeira, quase sempre entramos sem perceber. Por exemplo: a estabilidade no emprego, as contas em dia, um bom salário, ausência de ameaças financeiras graves à vista etc; já na segunda, somos introduzidos quase que obrigatoriamente, como: falta de condições para capacitação, problemas ou obrigações pessoais que impedem o progresso pessoal, falta de perspectivas etc.

Mas, para desenvolvermos bem o assunto e evitarmos a melancolia ou a auto-vitimização, vamos ficar com a primeira opção: neste caso, na zona de conforto, a nossa “caixa” tem o papel de uma relativa e perigosa calma profissional.

Mas, perigosa por quê? Porque toda esta calmaria, deixa qualquer um numa aparente condição privilegiada. Principalmente, quando comparado a outros mortais que não tiveram a mesma sorte. Isto, de certa forma, tira a necessidade de vencer novos desafios, uma vez que os problemas parecem não existir. E, como não é preciso inovar, a criatividade passa a ser subutilizada e pode terminar atrofiada. Desta forma, o tempo transcorre lentamente, e é assim que o individuo entra vagarosa e morbidamente numa “caixa”.

Motivos para pensar fora da caixa

O grande problema nisto tudo é que, como nesta caixa costuma-se enxergar nada mais além do que o próprio umbigo, perde-se involuntariamente a noção do que ocorre lá fora, onde o mercado é atualizado, dinâmico demais e cada vez mais exigente.

Permanecer na caixa, fatalmente, resultara em:

  • Desatualização profissional;
  • Falta de ação;
  • Alienação;
  • Desânimo;
  • Desmotivação;
  • Network restrito e fragilizado;
  • e deficiência no marketing pessoal, entre outros.

A maioria das repartições públicas e, uma que outra empresa que ainda sofre com excesso de burocratização, são um exemplo clássico desta teoria. Todos estes sintomas são facilmente identificados na maioria destes lugares.

Há milhares de anos, aprendemos a adaptar-nos coletivamente aos ambientes mais extremos para sobrevivermos. Juntos, superamos eras de gelo, terremotos, pragas e doenças, predadores naturais etc. E é graças a isto que hoje estamos aqui. E isto não vai mudar nunca! Atualmente, a nossa subsistência enquanto a profissional, depende do quão dispostos estamos em, não só pensar fora da caixa, mas sair dela e trabalhar em função da coletividade. Porém, o que encontramos é que ainda há muita resistência em se pensar fora da caixa, pois fazê-lo pode parecer um ato arriscado demais para quem se encontra numa condição relativamente mais cômoda.

Aliás, “risco” é uma palavra inexistente no vocabulário do acomodado. Pois para ele, sair gratuitamente da sua zona de conforto, é algo assim como trocar o certo pelo duvidoso; o concreto pelo abstrato; a realidade por um sonho.

Desta forma, podemos concluir que pensar fora da caixa significa:

  • Desapegar da individualidade;
  • Ter atitude positiva;
  • Atualizar-se;
  • Capacitar-se;
  • Agir coletivamente;
  • Construir e cultivar redes de contatos;
  • Desbravar o desconhecido;
  • Garimpar novos horizontes.

Pode acontecer que, no final, estes horizontes não se mostrem tão promissores quanto pensávamos que eram. Mas, pensar fora da caixa, é assim mesmo: é colocar a mão na massa e correr o risco; é viver a experiência; é pagar para ver. Na pior das hipóteses terminaremos mais experientes. E se é assim, então sim, vale a pena.

Sabia que aqui no blog tem vários posts dedicados a pessoas que pensaram fora da caixa? Confira:

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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