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O Feiticeiro de Menlo Park

Neste artigo não vou focar aspectos técnicos nem estratégicos do universo empreendedor. Vamos falar do mago que, com seu feitiço, transportou o mundo da era do vapor para a era da eletricidade.

O fato é que sem suas loucuras, explosões, persistência, ousadia e genialidade, provavelmente ainda estaríamos sob a luz de lampiões até hoje, tal como foi a história humana até sua época.

Thomas Alva Edison

Me refiro a Thomas Alva Edison (1847 – 1931), o maior inventor de todos os tempos. Talvez tenha ganhado o apelido de Mago da eletricidade por que inventava coisas que, para muitos, estava fora dos padrões de um ser normal. Por certo, qualquer um teria razões de sobra para pensar assim dele.

Não cursou nenhuma faculdade, na verdade somente frequentou a escola por três meses. A exemplo de outros gênios como Einstein, era um mal aluno, chegou a ser chamado de “atrasado mental” pelo seu professor. Sua mãe terminou sendo sua professora. Mas claro, o menino peralta e inquieto só aprendia o que queria: ciências, no caso dele.

Seu instinto criativo parecia não esgotar, certa vez, em um período de quatro anos, chegou a registrar trezentas patentes. Uma média aproximada de uma a cada cinco dias.

O GÊNIO SURDO

As explosões originadas das suas experiências, só pioraram o problema de audição que o acompanhava desde criança. Mas essa deficiência não o impediu de melhorar o telefone (com o microfone de carvão), além de inventar o fonógrafo e o primeiro gravador de voz. Estas geringonças “sonoras”  foram inventadas ou aperfeiçoadas por um gênio quase surdo. Um tanto paradoxal, não é?

Não podemos nos esquecer que o projetor de vídeo do cinema também é uma de suas criações.

O GÊNIO TEIMOSO

“O gênio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração.” T. A. Edison

 Mantinha esta fama por sua insistência nos testes das suas parafernálias tecnológicas até que funcionassem como queria. Por exemplo, para aperfeiçoar o telefone que Graham Bell havia inventado, utilizou 50 protótipos antes de obter o mais eficiente. Mas talvez, o que seria sua consagração como gênio, viria no dia 21 de outubro de 1879, dia em que sua lâmpada incandescente brilhou por 45 horas. Nessas 45 horas ele não pregou os olhos. Acho que ele nem se lembrava da necessidade de dormir ou comer.

Foto tomada em 1911

Apesar de sua trajetória de sucesso, reconhecimento e vários milhões de dólares acumulados, alguns de seus feitiços falharam; entre suas frustrações estava o carro elétrico de uma bateria que não pode construir, apesar de  haver gastado uma fortuna no projeto e de realizar milhares de testes.

Viveu em uma época privilegiada, pois teve a sorte de ser contemporâneo e poder trocar figurinhas com outros gênios como Henry Ford, Grahan Bell, Nikola Tesla, Albert Einstein, entre outros.

O feiticeiro do nosso artigo de hoje, foi considerado o mais útil cidadão americano; talvez do mundo. Mas as mesmas lâmpadas que fizera brilhar em todo o território estado-unidense, se apagariam por um minuto no dia 18 de outubro de 1931; o dia da sua morte.

Sua definição de gênio era esta:

O que tem a ver Thomas Edison com o empreendedorismo e com este blog? Oras, o empreendedor que não cria, que não é teimoso, que não investe, que teme às “explosões” ou que não tem objetivos claros, não pode considerar-se empreendedor. Ponto final.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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