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Os paradigmas ou a cara: qual você escolhe quebrar primeiro?

Paradigma é um nome pomposo para referir-se a qualquer modelo seguido, praticado e compreendido como certo pela maioria. Quase sempre são padrões psicológicos que influenciam crenças, valores, comportamentos, decisões, ideologias, objetivos, ideais, preconceitos (etc.) das pessoas.

A título de exemplo, podemos citar o consumismo. Este é um padrão ditado pelo capitalismo e aceito por quase todos na sociedade capitalista. E sabemos muito bem o que acontece quando os cidadãos de uma sociedade capitalista, por algum motivo, são obrigados a deixar de consumir: todo o processo produtivo emperra. Lá se vão os empregos, os salários, a fartura de outrora e, consequentemente, o poder de compra. Desta forma, com menos dinheiro em circulação, pronto… entramos na crise.

Não é de todo ruim ter um padrão, um modelo para manter a coisa organizada. O problema é quando ao invés de evoluir, modernizar-se e adaptar-se às novas realidades e desafios, o paradigma se torna resistente às mudanças. Aqui mora o perigo. Esta resistência pode deixar todos os envolvidos no modelo: a) paralisados no tempo; e b) em constantes conflitos. O videozinho abaixo exemplifica um pouco isso.

Apesar da curta idade da maioria das pessoas que chegarão a ler este texto, não é de hoje que os paradigmas estão por aí. Todos os modelos que já existiram ao longo do tempo, tiveram que evoluir ou foram trocados por outros que se adaptaram melhor ao contexto onde foram inseridos. Para bem ou para mal.

Por isso, é preciso evoluir do modo correto. Para melhor. Por exemplo: o modelo da agricultura. Atualmente o brasileiro consome, em média, um pouco mais de 5kg de agrotóxicos por ano nos alimentos provenientes do campo. Desnecessário mencionar os prejuízos à saúde e ao ambiente que este modelo tem provocado. Claro, ele foi desenvolvildo por conta da necessidade de alimentar um número cada vez maior de bocas e de aumentar o tamanho cada vez maior das contas bancárias das grandes corporações que exploram este negócio. Este seria um exemplo de evoluir para pior. Uma sugestão de quebra deste modelo, talvez fosse a implantação da agricultura orgânica caseira (com a ajuda da legislação e de incentivos fiscais), com meios de produção e comercialização sustentáveis, que não agredissem nem ao meio ambiente e muito menos à saúde das pessoas. Mas é óbvio que a resistência a essa mudança seria enorme. Por um lado, as grandes corporações convocariam seus exércitos de lobistas e jamais permitiriam que isso ocorresse em grande escala, ao ponto de enfraquecer ou até mesmo acabar com o seu negócio. Por outro, poucos cidadãos estariam realmente dispostos(ou disponíveis) para aprender a fazer ou dispender tempo em uma horta caseira. Eis aí um exemplo de gargalo na quebra de um paradigma.

Podemos verificar então, que tentar mudar um velho paradigma por um novo, nos coloca fora da nossa zona de conforto. Esse é o ponto. Isso é o que realmente incomoda. Por mais desconfortável que um modelo possa ser, muitos receiam mudar por causa das incertezas que tal mudança possa provocar. Sobre isto, leia A vida começa fora da sua Zona de Conforto, aqui mesmo no site.

Atualmente, o mundo está cheio de grandes paradigmas. Alguns, quase sempre presentes em nossas discussões entre amigos ou na mesa do bar: a Igualdade de Gênero, a Ideologia de Gênero, o racismo, a política e coisas ligadas à Síndrome de Gabriela e ao Complexo de Vira-lata, por exemplo.

Mas também está cheio de exemplos de gente que conseguiu [ou está conseguindo] quebrar muitos destes paradigmas: Mahatma Gandhi(Satyagraha), Nelson Mandela(Apartheid), Steve Jobs(Computação e tecnologia da informação e comunicação) e Malala Yousafza(Direito das mulheres e de acesso à educação no Paquistão).

Claro, eu citei apenas alguns grandes exemplos, para facilitar a compreensão. Mas aí mesmo, frente a frente com a tela onde você lê este texto agora, talvez exista uma mente cheia de paradigmas a serem quebrados. Talvez tenha chegado a hora de sair da caixa. Talvez não. Responda o título deste texto e escolha o que vai querer quebrar primeiro.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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