Menu de Páginas do Blog

Gestão | Empreendedorismo | Carreira

A evolução da Internet

É isto o que vem ocorrendo há anos na Rede Mundial de Computadores. Desde que foi aberta comercialmente ao público na década de 1990, a Internet tem passado por um contínuo processo de mutação. Várias fases se sucederam resultando no que podemos apreciar hoje: uma rede dinâmica, educativa, informativa, de relacionamento e comercial. Deixou de ser uma rede de computadores, para tornar-se em uma rede de pessoas que interagem, que a alimentam diariamente com vídeos, fotos, posts, cursos, dados e informações em geral.

Se fôssemos dividir a história da Internet em fases, talvez ficaria assim:

Primeira fase

A comunicação entre computadores foi desenvolvida entre os anos de 1965 e 1971, período em que surge o envio de mensagens entre computadores, ou mais conhecido atualmente como E-mail.

Segunda fase

A Internet, a exemplo de tudo, é cíclica. Quando este ciclo chega ao seu fim, significa que é hora de mudar. Quem não muda esta fadado ao fracasso. Na década de 1980, a Internet começa a tomar a forma como a conhecemos hoje, mas ainda não era comercial. De um modo geral somente as instituições de pesquisas, universidades e algumas grandes empresas se interconectavam. Nascia a Rede Mundial de Computadores.

Terceira fase

Em 1991 a Rede passa a ser conhecida comercialmente a nível mundial. Os primeiros sites valorizam apenas o conteúdo, dá-se pouca importância ao layout. Cientistas ansiosos por compartilhar suas ideias com seus colegas criam estes sites. São formados somente por textos e a funcionalidade é mínima. Nesta fase, a internet é claramente limitada por monitores monocromáticos e modems lentos. Os gráficos e textos seguem sempre a mesma ordem de cima para baixo e da esquerda para a direita.

Quarta fase

Em 1995 o HTML ganha diversas extensões no browser Netscape Navigator (que é o “bam bam bam” de sua época). A partir daí os sites evoluem com os ícones, backgrounds, botões, tabelas, gráficos detalhados e animações que substituem as antigas figuras. Tudo isso acompanhado das funcionalidades e também da hierarquia através de menus com vários níveis. A maior diferença entre a terceira e a quarta fase é a substituição de palavras por gráficos. Surge o conceito de “home-page”: uma página com desenhos 3D, janelas e botões, que serve de menu para linkar todo o conteúdo do site. O conteúdo deixa de ser o foco, pois um bom site era sinônimo de uma grande quantidade de truques técnicos.

Quinta fase

O diferencial desta fase chama-se Recursos Tecnológicos. O design é essencial. A ideia é dar ao usuário uma ótima experiência. Os Web designers mais habilidosos criam uma nova gama de sites adaptando-os a qualquer tipo de navegador. Nesta fase o conteúdo retoma seu lugar de destaque. No entanto, o design já não é deixado de lado. Há uma harmonia entre a funcionalidade, o conteúdo e a estética. Existe uma grande preocupação com um layout apresentável, o que envolve a combinação das cores, a tipografia, o tempo para carregar cada página e, sobretudo, há um compromisso de oferecer, sempre, uma boa impressão ao usuário.

As mensagens subliminares e os modelos psicológicos são empregados para incentivar os visitantes a ações almejadas como “comprar, por exemplo. Analogicamente aos arquitetos que fazem os shopping centers, os Web designers passam horas e até dias pensando em como tornar suas páginas mais atraentes para os usuários. Criar sites nessa fase é um trabalho árduo. O bom e velho HTML agora tem a função, quase exclusiva, de hospedar apenas as informações do site. As folhas de estilos (CSS) são as responsáveis por manter o site esteticamente correto, enquanto que o Javascript e o PHP se encarregam do comportamento do site e da interação com a base de dados. Isto, sem dúvida exige dedicação e uma grande percepção daquilo que agrada o seu público-alvo, ou seja, noções de Marketing. Em geral envolve o trabalho de uma equipe que precisa trabalhar unida para produzir cada página e o site como um todo.

Sexta fase

Agora estamos diante de um novo fenômeno: as Redes Sociais. Milhões de pessoas criam perfis e participam em comunidades como Facebook, Twitter, MySpace entre outras. Os Blogs são contados por centenas de milhares; a cifra exorbitante de vídeos no Youtube e a quantidade de serviços de e-mails gratuitos dispensam comentários.

Atualmente, com a disseminação de dispositivos móveis como os smartphones, leitores digitais, tablets e as netbooks, tudo indica que estamos passando ao seguinte nível. Este efeito é mais acentuado se olharmos da perspectiva de que alguns destes dispositivos são mais poderosos que muitos dos nossos computadores.

Provavelmente terei que reeditar o final este artigo dentro de alguns meses.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

2 Comments

  1. Boa noite, estava lendo seu tópico sobre as fases da evolução da internet, achei muito interessante. Eu estou fazendo um TCC sobre HTML5, mas antes de falar do HTML5 eu estou falando sobre a história da internet, sobre a WWW, protocolos, w3c e as versões do HTML em si.
    Eu gostaria de uma dica,como você faria se você fosse falar da evolução da internet junto ao HTML?Desde já fico grato pelo tópico. Meu email para contato é: ronnylucas186@gmail.com

    • Olá Ronny,

      Primeiramente quero agradecer pelo prestigio do seu comentário aqui no blog. Muito obrigado!

      Em segundo lugar, o TCC é coisa séria… também estou preparando o meu, porém na área da Administração. No seu caso, talvez fosse mais interessante ressaltar que a Internet pública, ou seja, aquela que é acessível ao público mais leigo, desde meados da década de 1990, somente existe na forma como a conhecemos, graças aos esforços de grupos de trabalho como a W3C, que investiram pesado no desenvolvimento da linguagem HTML, e, assim, facilitam a vida de todos que interagem com o ambiente online; desde os desenvolvedores até os usuários comuns.

      Seria interessante, também, pesquisar sobre os navegadores antigos(eram fantásticos! Apesar de simplórios) e dissertar sobre eles; sobre a época em que o HTML, praticamente, servia somente para formar tabelas(por mais que elas pareçam ridículas atualmente), até chegar no poderoso CSS, que tornou-se um complemento importantíssimo, que deu nova vida para o desenvolvimento do HTML. O HTML5 veio perpetuar esta linguagem, que, na minha opinião, continuará vigente por muito tempo ainda.

      Acho que ir atrás destes detalhes e destas histórias, que quase ninguém conhece, diretamente na origem, e colocar um certo colorido nelas, é uma boa sacada para tentar impressionar os seus orientadores e realizar um Trabalho de conclusão de primeira qualidade.

      Um abraço!

Comente o post!

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *