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Foco no Empreendedorismo em Rede

Como se virar como MEI na vida e não enlouquecer na tentativa

Se pensava que era só possuir uma determinada habilidade, contar com algumas economias para os primeiros investimentos e ter alguns clientes fixos para começar, se enganou. Ser Micro Empreendedor Individual(MEI) vai muito além disso.

Neste texto não vou tratar da informação gratuita que você pode facilmente pode achar por aí. Principalmente no Portal do Empreendedor1. Desta vez irei tocar em alguns assuntos que não estão no manual básico do MEI e que pouca gente dispende tempo para falar. Assuntos que, muitas vezes, estão por detrás dos bastidores e que o empreendedor terá que aprender a lidar, se quiser ser bem sucedido na sua empreitada solo.

Documentação do MEI

Além de fazer a próprio punho o Relatório Mensal de Receitas Brutas(RMRB)2, de realizar anualmente a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI)3, de declarar o IR e de pagar mensalmente o Documento de Arrecadação Simplificada do MEI (DAS-MEI)4, ainda tem que resolver toda a burocracia para poder emitir a Nota Fiscal Eletrônica. Na minha cidade, por exemplo, tive que, inclusive, emitir a Certidão de Uso de Solo da minha residência. Com prazo de espera para aprovação e tudo. Mesmo eu nunca tendo pretendido transformá-la em um escritório aberto ao público nem nada parecido. Essas coisas do Estado que ninguém entende o porquê. Pois bem, só depois de toda a tramitação(que incluiu cadastros em alguns sites oficiais), que demorou uns 20 dias, consegui o acesso ao sistema para emissão de NFe. Obs: Não tive que gastar nem um centavo com Certificados Digitais, pois a própria prefeitura me concedeu um login de acesso ao sistema para as emissões da Nota. Isso foi uma das boas notícias.

Outra coisa: o MEI não precisa de contador, nem de advogado, nem de Associações e de nenhum tipo de intermediador para resolver suas papeladas. É possível fazer tudo sozinho. É fácil.

Obs 1: Isto foi apenas a minha experiência pessoal. E pode variar de acordo com a sua localidade. Consulte as regras do seu município, para saber com deve proceder.

Obs 2: O MEI só está obrigado a emitir NFe para Pessoa Jurídica. Para Pessoa Física, não.

Controlar suas contas

Por lei, o MEI só pode movimentar até R$5.000,00 em média por mês. A regra vale até 2017, já que há um projeto no Congresso que deve ampliar este teto para pouco mais de R$6.000,00. Mas, se aprovado, só irá valer a partir de 2018.

O que acontece se o MEI receber muito mais(oba!) e passar do teto? Deverá pagar mais impostos. Confira as informações completas no Portal do Empreendedor*.

Fora essa parte regulatória, o MEI deve ser um bom administrador de suas próprias finanças e ficar de olho nas suas despesas. Estas NUNCA deverão ultrapassar as receitas e, se possível, deverá reservar sempre uma parte de seus lucros, prevendo a chegada dos meses de vacas magras(que, querendo ou não, vão chegar), mesmo que isto lhe custe viver mais modestamente.

Importante: Faça um Fluxo de Caixa do seu negócio. Não fazê-lo será o primeiro passo para o seu desastre.

Fixar horário de trabalho

Geralmente o MEI está em busca de um sonho, de uma realização, sendo dono de seu próprio destino e trabalhando no que gosta. Sendo assim, porque estragar isso, trabalhando 20 horas por dia, ao ponto de começar a odiar o cumprimento do seu sonho? Para evitar a exaustão, o ideal é fixar horários de trabalho que não consumam a sua saúde física e mental e trabalhar apenas em horário comercial, quando provavelmente todos os seus clientes também estão trabalhando. Invista o resto do tempo em si mesmo: estudar, ler, brincar, estar bem acompanhado(a), etc.

Repouso

Você, MEI, não é de ferro. Tire pelo menos um dia inteiro para descansar. E passe este período totalmente longe do seu trabalho. Avise seus clientes que neste dia da semana você não poderá atendê-los. Claro que pode haver algumas exceções. Mas elas não devem ser frequentes.

Família vs. Trabalho

Nem sempre sua família irá compreender que, apesar de ser MEI e passar mais tempo em casa, você tem obrigações profissionais com seus clientes e que não está disponível para as tarefas do lar. Ajude à sua família a entender isto.

Outro fato que pode acontecer é que, diante da sua atitude empreendedora, comecem a surgir conhecidos solicitando empréstimos camaradas, para saírem de um aperto pessoal. Entenda(e faça entender) que não adianta transferir o “aperto” dos outros para si neste momento. A não ser que conte com uma boa poupança como base, esquive-se destas solicitações e faça-se um favor: não sangre o seu sonho.

Conhecimento em Gestão

Este é o último ponto, mas também é o mais importante. Capacite-se sempre em práticas e técnicas de gestão. Pois, não é porque o seu negócio é uma empresa de apenas uma pessoa, que ele não precisa ser bem administrado. Há muitos cursos, palestras e eventos da área por aí. Muitos deles são gratuitos. E, não se iluda com o termo “gratuito”: a maioria são muito bons, mesmo sendo grátis. É só procurar no lugar certo. Comece procurando pelos cursos online do SEBRAE5, por exemplo.

Faça uma faculdade de Administração(Curso Técnico também vale); uma pós-graduação, se possível. E este conselho não vale apenas para a área de gestão. Atualize-se constantemente na sua própria atividade. Com certeza neste momento já deve haver alguma novidade no seu ramo. Corra para não ficar para atrás.

Nunca deixe de estudar. Melhore sempre!

Links

  1. www.portaldoempreendedor.gov.br
  2. www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/relatorio-mensal-das-receitas-brutas.doc
  3. http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/declaracao-anual-dasn-simei-1
  4. www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/emissao-de-carne-de-pagamento-das
  5. ead.sebrae.com.br/cursos

Antonio Martins Jr. – já publicou 233 posts neste blog.Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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