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Foco no Empreendedorismo em Rede

Empreender na crise

Na maioria das vezes, o empreendedor nasce, vive e se desenvolve em um agitado ambiente econômico, que quase sempre está em crise. Desta forma, salvo os raros momentos de relativa bonança, este é o habitat natural de quem está acostumado (ou começando) a empreender.

Claro, isto não significa que viver na turbulência ou sob pressão e risco constante seja prazeroso. Definitivamente não o é. Mas, é inquestionável que o aprendizado obtido nas mais diversas situações nos faz mais fortes e experientes. É como se a vida nos presenteasse com um manual prático de conduta para cada momento difícil, que poderá ser aplicado em outras ocasiões, caso seja necessário. E, vencendo ou não os desafios, este aprendizado é o legado que o empreendedorismo proporciona ao empreendedor para sempre.

Os tipos de crise

Primeiro, alguns pingos nos is: existem crises macro, que afetam toda economia ou uma boa parte dela e, também, as crises micro(e não significa que sejam pequenas), ocasionadas por fatores internos, que afetam apenas o ambiente tarefa das próprias organizações. A semelhança entre elas é que quase todas são, consciente ou inconscientemente, provocadas por falhas humanas. As exceções são as crises originadas por fenômenos naturais de grande envergadura como os terremotos, tsunamis, vulcões, meteoros, ou pessoais como doenças, desavenças entre outros.

Pois bem, estamos em tempo de crise. (Um parêntesis para os futuros leitores: No momento que este texto foi ao ar, o Brasil enfrentava crises de ordem política, hídrica, energética, econômica, social[educação, saúde e segurança], a governabilidade estava em cheque e sem um horizonte animador). Mas, e agora? Devemos deixar de empreender somente por causa da crise? Ou seria melhor seguir em frente e tentar para ver no que dá? Um simples sim ou um não para estas questões, seria insuficiente e simplório demais para respondê-las adequadamente.

Por um lado, uma das principais características de uma recessão, é que há menos dinheiro em circulação. Desta forma, as pessoas priorizam o que é essencial, como a alimentação, moradia, o vestuário, a energia e os remédios. Tudo isso tem a ver com as necessidades básicas do ser humano. A educação, embora seja muito importante, passa ao segundo plano(mas não deveria). O lazer, as viagens e a diversão também. Assim, com a moeda escassa e direcionada às prioridades, qualquer movimento na direção de empreender torna-se muito arriscado. É aí que muitos empreendedores empacam. Porque, ou não encontram mercado para atuar ou são levados pelo medo de fracassar e pelo excesso de precaução, e não empreendem.

Por outro lado(e sempre há um  outro lado), há uma força maior que o medo: o instinto de sobrevivência. Ele fica no pequeno espaço que resta entre nós, a espada e a parede. Se se empreende, há o risco de fracassar; se não, há o risco de ficar no aperto até a crise passar(se passar). Em definitivo, uma decisão deve ser tomada: ou se fica, para o bicho comer ou se corre, para tentar escapar do bicho(ou ele te pegar).

Portanto, não restam muitas opções. Vai do brio de cada um. Como afirma Fabrizio Colonna em A Arte da Guerra, de N. Maquiavel: “(…)porque o maior sinal de derrota é quando não se acredita poder vencer”.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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