Menu de Páginas do Blog

Foco no Empreendedorismo em Rede

De novo esse papo de motivação?

Sim, mas agora é sério. É motivação com base científica. Nada desses discursos emotivos, supérfluos, cheios de ilusão e enchedores de linguiça. Nada contra quem curta toda essa demagogia. Mas, na prática, a vida é muito mais complexa e real do que belas palavras inspiradoras que amaciam o ego.

Conversemos sobre motivação

Antes de mais nada é preciso colocar os pingos no is e esclarecer que o conceito de motivação e a forma como cada um de nós encara o assunto, pode ser tão diverso e diferente quanto diferentes e diversos somos todos nós. Uma vez que nos diferenciamos uns dos outros, sendo cada um portador de sua própria bagagem inata (genética, experiências intrauterinas e o momento do parto) e, também, de experiências pessoais acumuladas ao longo da vida (infância, adolescência, maturidade, velhice). Essa equação definirá quem somos, nosso estilo, porque pensamos da forma como pensamos e quais serão os nossos objetivos na vida.

Kurt Lewin até teorizou uma fórmula para isso:

C = f (P,M)

Onde C= comportamento; P= pessoa; e M= meio ambiente.

E é neste contexto que refletiremos sobre o conceito de motivação.

Primeiro: o que NÃO é motivação

Há uma boa quantidade de estudos, que se acumularam nas últimas décadas, que tentam explicar o fenômeno da motivação no indivíduo. Porém, há um problema: estes estudos foram baseados em dados estatísticos, ou seja, em uma amostra da população. Obviamente, a informação gerada por estes dados tende ser generalista demais para poder explicar o que de fato motiva uma pessoa. Isto certamente conflita com a intensão de analisar e de se tentar desvendar qual é a real fonte inspiradora da motivação individual que possuímos.

Há diversas teorias referentes à motivação provocada por estímulos externos. Por exemplo: a Teoria do Reflexo Condicionado de Palov, a Lei do Efeito de Thorndike e a Teoria do Reforço de Skinner. Todas elas, inicialmente comprovadas em animais, demonstram que quando alguém é motivado por fatores externos, tal motivação perdurará apenas enquanto estes fatores existirem. Porém, na ausência deles, extingue-se a motivação e o indivíduo já não vê sentido em fazer o que estava fazendo quando era impulsionado a fazê-lo. Um exemplo de simples entendimento sobre isto seria o sistema de recompensas e punições adotado pela maioria das empresas: melhores remunerações, horários flexíveis, prêmios, transferência para cargos inferiores ou ameaças de demissão, etc. Os gestores que utilizam-se destas “ferramentas” para atingir seus objetivos organizacionais podem até conseguir melhores resultados para a organização (isso é comum desde que o ser humano aprendeu a viver em sociedade), mas a pergunta é: até quando a empresa será capaz de aumentar salários ou distribuir prêmios para manter o seu pessoal  “motivado”? Aqui começam os problemas com a motivação produzida por fatores externos. Quando não se puder mais aumentar o salário ou a premiação, a motivação que este fator causava tende a desaparecer e, consequentemente, desaparecerão também os resultados.

Neste caso, seria mais adequado admitir que as pessoas são colocadas em movimento como resultado de um condicionamento imposto pelo poder do meio exterior e, não, que elas se sintam realmente “motivadas” de alguma forma.

Mas afinal, o que é motivação?

Para nossa sorte, não há uma fórmula para a motivação. Do contrário, não há dúvidas de que seríamos manipulados à exaustão, em benefício de quem fosse dono de tal fórmula.

Mas o fato é que cada pessoa se caracteriza por um perfil motivacional próprio. Desta forma, a motivação nasce das necessidades intrínsecas e encontra sua fonte de energia nas emoções de cada um. Trata-se de um processo que se origina nas carências internas e que predispõem o indivíduo a um comportamento de busca incessante de seus objetivos, com a finalidade clara de atingi-los. E quando os atinge, além de celebrar muito, imediatamente formula novos objetivos que geram novas carências internas que o impulsionam a trabalhar ainda mais na direção de satisfazê-las novamente. E o processo se repete sempre que o indivíduo for impelido a atingir uma nova meta, um novo objetivo. É um ciclo. É a motivação.

Note que no parágrafo anterior eu destaquei algumas palavras-chave. Seriam elas alguns indicadores dos princípios da motivação? Fariam todo sentido se fossem.

A parte mais volúvel destes destaques são as emoções. E é aqui que muitos emperram. Pois, num belo dia acordam de bem com a vida e se sentem muito bem e motivados com isso. No dia seguinte, porém, podem acordar com uma nuvem obscura de negatividade em seus pensamentos e se enchem de impaciência, medos, dúvidas. E lá se foi a motivação pelo cano, levando com ela a autoestima. E essa situação pode ocorrer com qualquer um de nós. Mesmo. Até com os mais motivados. É algo que devemos aprender a lidar.

Por isso, sempre é bom ter por perto elementos que trabalham as nossas emoções e que ajudam a elevar o nosso nível de autoestima. Por exemplo: histórias reais de superação(pessoais ou não), fotos de nossos momentos preferidos e de pessoas queridas, as músicas prediletas, a lista de objetivos feita no final do ano passado, um bom livro, um hobby para sair da rotina, etc.

Razões para a desmotivação

Algumas explicações possíveis para alguém não estar motivado na vida poderia ser:

1. Não ter objetivos claros (seja por desistência, por negação ou por falta de visão futura);
2. Enxergar seus desafios como barreiras intransponíveis e, por isso, pensar que não possui forças ou capacidade suficiente para chegar lá.

Mas, inclusive nestes casos (falta de objetivos, forças e capacidade), ao contrário do que muitos possam pensar, estão evidentes os fatores geradores de carência que, desde que sejam bem administrados pelo indivíduo, podem conduzi-lo a tomar providências para supri-los de alguma forma, tornando-os assim em motivação extra para se mexer e sair da caixa. Estudar e capacitar-se, por exemplo, seria um bom primeiro passo.

Claro, sempre existe a opção de não fazer nada a respeito. Vai de cada um. Evidentemente os níveis de motivação serão distintos em cada caso. E os resultados práticos na vida também.

Portanto, podemos concluir neste pensamento que não se pode esperar que a motivação venha de fora do indivíduo. O chefe, a família, a crise e o mundo podem até ser causas externas de estímulo ou desestímulo. Mas não podem prender ou mudar o que se tem por dentro. Afinal, o espírito (pensamento) é livre, independentemente se está fisicamente preso a algo ou não.

Antonio Martins Jr. – já publicou 233 posts neste blog.Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

468 ad

Comente o post!

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *