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Decisões às pressas: Quase nunca dá certo, quase sempre sai caro

Raramente decisões precipitadas, tomadas às pressas, terminam bem – salvo raríssimas exceções, verdadeiros golpes de sorte. Fora isso, o resultado quase sempre é frustrante, desanimador e pode sair caro, comprometendo o restante de chances de alguma coisa dar certo.

Essas decisões, geralmente carecem de fundamentos e de um objetivo claro; são um subproduto dos achismos. A impressão que fica é que poucos [bem poucos mesmo] aprenderam com o Gato de Cheshire, que se você não sabe onde quer ir qualquer caminho serve. A pressa escolhe sempre a primeira trilha que aparece pela frente. Mesmo na ausência da certeza de que seja a correta.

Nada é mais prejudicial em um negócio, independente de seu porte, que uma péssima tomada de decisão. O pior é que só se descobre que ela era péssima, ao som do baque após o tombo, quando há pouco [ou nada] a se fazer para reverter os prejuízos. Na maioria das vezes, a única opção é amargar-los, tirar alguma lição disso tudo e tentar seguir em frente.

Foi seguindo esta linha de decisões mal tomadas que Henry Ford lançou em 1957 o seu modelo Edsel Ford, considerado o Titanic dos automóveis: um tremendo fiasco. E, neste caso, a falta de informação não foi o que motivou o fracasso da decisão, mas, sim fundamentar-se em informações incompletas e equivocadas. O erro? Estava no fato de que Ford seguiu cegamente o resultado de uma pesquisa, que o levou a projetar e colocar no mercado um carro com características de duas décadas atrás, ou seja, de 1940. Considerando que os automóveis eram o símbolo do que havia de mais novedoso e moderno na época, como é possível alguém como Henri Ford decidir que deve produzir e tentar vender uma velharia ao invés de jogar no mercado um modelo mais arrojado, versátil e que projetasse o futuro de seu tempo? E essa não foi a única péssima decisão tomada por Ford e seus executivos. Veja o que Ford conseguiu fazer aqui no Brasil, na saudosa Fordlândia.

Mas enfim, como evitar esse tipo de decisão desastrosa? Elementar meus caros: Informação e organização. Mas não qualquer informação. Ela deve vir de especialistas, profissionais qualificados, pesquisas de campo, índices financeiros, econômicos e demográficos, etc. Quanto mais informações corretas e objetivas tiver à respeito do fato que envolve a decisão a ser tomada, e quanto maior for a sua capacidade de organizar estas informações de modo que facilite sua leitura da situação, melhor e mais assertiva será a qualidade da sua decisão. Se ela vai dar certo ou não, é outro assunto. Mas, pelo menos o seu esforço deixará a sua consciência tranquila por ter tentado fazer o que julgava que era certo, com fundamentos sólidos e da melhor forma possível.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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