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Foco no Empreendedorismo em Rede

O papel da informação no empoderamento estratégico na organização

Não raras vezes, quando alguma coisa dá errado no trabalho por conta de uma falha humana, a primeira justificativa que sai da boca de 99,9% dos envolvidos no erro é “mas, eu não sabia” ou “não me disseram nada disso”. São respostas curtas e de praxe para se livrar de uma boa bronca, de uma responsabilização ou, até mesmo, de um desligamento da empresa.

Por isso, a informação importa. E muito! E mais importante ainda é fazê-la circular, para que ninguém possa dizer que não sabia o que e como deveria ser feito. Pois bem, sem delongas, neste post eu chamo a atenção para os seguintes tipos de informação:

Primeiro: Informações que os funcionários precisam saber

Seria interessante que os funcionários (novos e antigos) recebessem, pelo menos, três manuais, de preferência no ato da contratação. São estes:

  • Um descritivo da profissão, da empresa, da posição que ele vai trabalhar e os preceitos mínimos para ele desenvolver a função. Mas não somente entregar para o funcionário, é preciso ler com ele, sabatiná-lo, investir ao menos uma semana nessa preparação.
  • O segundo, o da EPI (Equipamentos de Proteção Individual), para ele conhecer mais sobre a importância da adequada utilização destes equipamentos e sobre como eles podem garantir a sua proteção no trabalho. Inclusive, para que ele aprenda sobre as consequências da não utilização deste material, tanto para ele quanto para a empresa.
  • E o terceiro, a CLT, para o funcionário estar ciente sobre seus direitos e deveres trabalhistas.

Segundo: Informações que o gestor precisa saber

O gestor deve conhecer:

  • TUDO sobre os três manuais mencionados anteriormente;
  • O Código de Defesa do Consumidor;
  • Entender de custos;
  • De relacionamentos no trabalho;
  • De marketing;
  • De finanças;
  • E conhecer os impostos. Afinal, aqui no Brasil, estamos no pior dos mundos neste sentido. Por isso, a gestão dos encargos e tributos deve ser pormenorizada.

Duas coisas sobre estas listas: 1. Eventualmente há outros itens que podem ser adicionados a elas; 2. É claro que se pode contratar gente para cuidar destas áreas. Mas, mesmo assim, o gestor deve ao menos saber porque estas coisas existem e como elas funcionam.

Além disso, toda essa informação deveria ser devidamente documentada e entregue pela empresa ao seu pessoal e deveria ser estudada e assinada por todos os que a receberem. É uma garantia de mão dupla: gestores e trabalhadores serão beneficiados, à medida que cada um sabe perfeitamente qual é a sua função, seus direitos e seus deveres na organização.

Não se espante se a sua empresa nunca fez isso ou se o fez, o fez “nas coxas”. A maioria das empresas não tomam esse cuidado. Mas deveriam tomar. Isso é coisa de empresa séria. É disto que estamos falando.

Antonio Martins Jr. – já publicou 231 posts neste blog.Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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