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Um presente para o futuro: Educação financeira para crianças

Não pense que estou exagerando. Há pesquisas realizadas por psicólogos que afirmam que as crianças que aprendem a lidar com dinheiro desde cedo tornam-se adultos financeiramente disciplinados e equilibrados.

cofrinho

Nesta terceira parte da série “Orçamento Familiar” quero destacar e mostrar métodos simples para encaixar os nossos(as) pequenos(as) na dinâmica financeira da família, com o único intuito de educá-los sobre os desafios que enfrentarão lá na frente, quando a vida decidir levar as coisas mais a sério com eles. Por isso, em todo momento deve-se observar que as crianças são somente crianças e não podem – nem devem – serem expostas às cargas dos “mais grandes”.

Preparado(a)? Então vamos lá!

Em cada fase da vida, os pais devem ensinar conceitos sobre o planejamento, a poupança, as noções de valor (caro x barato) e a importância de ter uma reserva de recursos para situações inesperadas.

Ensinar a poupar

Para começar, as crianças gostam dos cofres, sim, daqueles simples de plástico ou de barro com forma de porquinho. Comece por aí! Usá-los para ensinar as primeiras noções de planejamento é uma ótima ideia. Com isso podemos ensinar que somente poupando podemos atingir determinados objetivos, que talvez, poderia ser comprar um sorvete ou um brinquedo novo.

O modelo dos pais é fundamental

Não adianta dizer à criança que deve poupar, mas agir como um “gastão”. As crianças têm grande parte do seu comportamento influenciado pela imitação dos atos dos pais.

Aos cinco anos de idade, já podemos ensinar noções de valor aos pequenos, como caro e barato; muito e pouco; gastar e economizar; comprar e vender; além da ideia da preservação dos bens. Nesta fase, eles podem compreender que os pais trabalham e, em troca, recebem dinheiro, que é utilizados para pagar as contas de água, luz, telefone, alimentação, passeios, dívidas, etc.

Aos sete anos a criança aprende a contar e já é possível começar a dar uma mesada ou semanada, como queira. Em pequenas quantidade, claro. A esta idade ela só sabe fazer contas simples como 2+2 ou 2+3. Estabeleça um dia certo para o pagamento da mesada e cumpra o cronograma. Não antecipe nem atrase o pagamento, a criança fará planos para aquele dia. De fato, várias vezes surpreendi a Isabele, minha filha que está prestes a cumprir 9 anos de idade(quando escrevi este artigo), marcando no calendário e fazendo planos na sua agendinha para o dia em que irá receber sua mesada.

“Não adianta dizer à criança que deve poupar, mas agir como um gastão”

Também é recomendável que os pais acompanhem a utilização do dinheiro, principalmente ajudando nas contas. Pedir para a criança conferir o troco é uma boa maneira de auxiliá-la. Mesmo quando estejam “grandinhos” e já comecem a ser os “donos” da própria vida.

Planos a médio e longo prazo, como juntar duas mesadas para comprar algo de maior valor, é um ótimo aprendizado. A mesada poderá ser reajustada com o tempo. Aproveite este momento para ensinar à criança a ter sempre uma pequena quantia de dinheiro reservada para alguma eventualidade como fazer uma ligação telefônica, comprar algo para comer ou alguma outra situação emergencial.

Mãos que dão, jamais vazias serão

Ensinar, dar exemplo e incentivar o ato de ajudar aos seus semelhantes também é válido. A criança não precisa gastar toda sua mesada com brinquedos ou guloseimas somente para si. Ajudar alguma obra filantrópica ou comprar livros e brinquedos para presentear crianças menos favorecidas, ensinar sobre a reciclagem e manter a cidade limpa são ótimas lições de civilidade.

O quanto antes os pais ensinarem à criança como funciona um orçamento familiar é melhor. Uma criança de dez anos pode até ajudar a fazer as contas da casa. Ao contrário do que muitos pensam, ela se sentirá muito bem participando e contribuindo com uma atividade que gera o bem estar de todos. Ela pode até contribuir – simbolicamente – ajudando a pagar as contas da casa com uma pequena quantia de sua mesada, por exemplo.

O dinheiro é um meio, não um fim

Em fim, o dinheiro deve ser dado para a criança aprender a administrá-lo e suprir algumas necessidades e nunca, repito, nunca como prêmio por uma boa ação. As atividades domésticas são obrigação de toda a família. Não se pode pagar uma criança porque arrumou sua própria cama ou porque varreu o quintal, por exemplo. Se a mamãe ou o papai fizessem o mesmo, não receberiam nada em troca.

Prefira dar prêmios em forma de brinquedos ou algo que a criança goste somente no aniversário, em alguma data comemorativa ou quando você receber o boletim da escola dizendo que ela passou de ano. Nunca dê dinheiro por isto. Afinal, o dinheiro não é tudo na vida. É isto que ela deve aprender.

No próximo artigo da série “Orçamento Familiar” vamos abordar um assunto, no mínimo, espantoso: “A Oniomania: A síndrome da compra compulsiva”… Não percam. Até lá!

Leia a série completaOrçamento Familiar

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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