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Foco no Empreendedorismo em Rede

Modelo de negócios com o Business Model Canvas

CanvasPrimeiro, devemos entender para que serve um modelo de negócio. Trata-se de uma ferramenta para ajudar a estruturar e unificar os diversos elementos que compõe os negócios. Além disso, é um sumário das decisões a serem tomadas pela empresa. Geralmente, um bom modelo de negócios está dividido em 4 grandes grupos, devendo responder como será a configuração de cada um:

  1. Fontes de receita
  2. Estrutura de custos
  3. Investimentos
  4. Fatores críticos de sucesso

Um bom começo de desenvolvimento de um modelo de negócios é pensar:

  • De que forma o novo negócio criará e entregará valor aos clientes?
  • Como, quando e quanto será o retorno previsto para os investimentos realizados no negócio?
  • Qual será o diferencial em relação aos concorrentes?

O livro Business Model Generation nos dá uma ótima imersão no assunto e nos ensina a utilizar, de forma prática e criativa, o Business Model Canvas ou “Quadro de modelo de negócios”.

Este modelo, basicamente, ajuda a organizar as ideias em um quadro, facilitando a visualização preliminar do todo do negócio. É como ter diante dos nossos olhos um mapa mental, um mapa da mina. A partir daí, é possível desprender um planejamento mais detalhado, com análises diversas, considerando os diversos e possíveis cenários e, assim, direcionar as melhores decisões relacionadas ao negócio, antes mesmo dele sair do papel.

Entendendo o Canvas

Canvas Business Model Generation

Um bom modelo de Canvas deve responder:

  1. Quem é o seu cliente?
    • Identificar os diferentes grupos de pessoas ou organizações que se pretende atingir. Entre estes dados estão: faixa etária, poder aquisitivo, sexo, necessidades, localização,  etc. Neste momento é importante verificar se o público a ser atingido pertence a um mercado de massa, a um nicho, a um segmento, se é diversificado ou se será preciso utilizar uma plataforma multilateral.
  2. Como será o relacionamento com seu cliente?
    • Tem a ver com relação/comunicação pré-venda, venda e pós-venda.
  3. Qual será o seu canal de distribuição?
    • Lugar onde – ou os meios pelos quais – o seu produto será entregue aos clientes.
  4. Qual é o seu produto?
    • Soluções que oferece, características físicas, composição, garantia, suporte ou assistência técnica, desempenho, durabilidade, design, usabilidade, preço etc.
  5. Quais serão as suas principais atividades?
    • Configuração das atividades que deverão ser realizadas na empresa. Desde a captação de clientes e compra de insumos até a produção e pós-venda.
  6. Quais recursos serão necessários?
    • Dimensionamento de quantidades e tipos de recursos que será preciso para o funcionamento da empresa: Pessoas, dinheiro, equipamentos, conhecimento, habilidades etc.
  7. Quem são seus parceiros(fornecedores)?
    • Listagem detalhada de fornecedores (de insumos, serviços, equipamentos, mão de obra etc.) necessários para o funcionamento da empresa.
  8. Qual é a sua estrutura de custos e despesas?
    • Quanto será desembolsado para comprar, alugar e contratar os recursos e fornecedores.
  9. Qual é a sua estrutura de receitas?
    • Receitas com os produtos/serviços, estudos de ponto de equilíbrio, cálculo de ROI.

É interessante notar como este formato de modelo de negócios é bem completo, mesmo aparentando ser de simples visualização e de fácil compreensão.

Mas, a ferramenta em si, não é algo tão desconhecido e inovador assim. Na verdade, entre seus elementos, podemos encontrar várias ferramentas tradicionais do planejamento como os 4 P’s do Mix de marketing (Promoção, Praça, Produto e Preço), um pouco das 5 forças de Porter, a Análise do ambiente tarefa(que é uma preliminar da Análise SWOT), Análise de mercado, Pesquisa e desenvolvimento de produtos, Fluxo de caixa, Análise de Clientes, entre outros.

Um dos problemas conceituais desta ferramenta, é que muitos acabam confundindo o Canvas com o Plano de Negócios ou com o Planejamento Estratégico. Até pensam se tratar da mesma coisa. Mas é importante entender que são coisa distintas, porém complementares e indispensáveis em todas as fases do negócio. Principalmente na sua fase embrionária.

O Modelo de Negócios no formato Canvas contribui no ganho de tempo, além de deixar a visualização mais leve e organizada, ao não se tratar de um documento extenso e dispendioso em sua elaboração. Em muitos casos, uma folha basta para “desenhar” o negócio e ajudar a gerar uma chuva de ideias de melhorias, direcionamento de recursos, dimensionamentos, reduções de custos e de inovações para a jovem empresa. Me lembro de uma vez ter usado um guardanapo para fazer um desses. Mas também há diversos softwares e aplicativos que podem auxiliar no desenvolvimento dos seus modelos.

Para ser eficaz, o Modelo de negócios, independente da ferramenta utilizada para construí-lo, deve ser simples, de fácil entendimento, organizado, sem firulas, limpo, e poucos dados(guarde os detalhes para quando chegar a hora de fazer o Planejamento Estratégico).

Eu terminaria dizendo que o Canvas pode ser utilizado em várias fases do Planejamento Estratégico. Eu prefiro utilizá-lo como uma antessala do Planejamento e testar, pelo menos de forma cognitiva, a viabilidade do novo negócio, para então dispender um pouco mais de tempo para realizar um documento mais detalhado.

Antonio Martins Jr. – já publicou 231 posts neste blog.Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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