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Foco no Empreendedorismo em Rede

A Arte da Guerra [de administrar suas finanças pessoais]

É como um cabo de guerra. De um lado, você tenta fazer alguma economia para não ficar no aperto; do outro, as promoções imperdíveis, as ofertas que vão só “até amanhã”, presentes de aniversário e amigos e familiares que brotam até do chão pedindo empréstimos, que recorrentemente caem no esquecimento (deles, diga-se).

Desse jeito não tem bolso nem poupança que aguente!

Talvez seja por isso que especialistas em finanças são conhecidos pelos seus jargões universais relacionados à disciplina e reeducação financeira. Pois, será preciso mais que palavras de motivação e força de vontade, para vencer as tentações do comércio e do mercado financeiro e, também, para aprender a distribuir diversos “nãos” para pessoas próximas e queridas, quando estas se propuserem, consciente ou inconscientemente, a piorar sua situação econômica.  Será necessário ser rigoroso consigo mesmo, mudar vários conceitos sobre seu estilo de consumo, aprender a pechinchar até quando não for necessário e acostumar-se com piadinhas e apelidos como mão de vaca, pão duro, sovina, avarento, mesquinha, tacanho e outros do tipo.

Por isso existe uma importância de manter as finanças pessoais saudáveis e evitar, sempre que possível, ficar com as contas no vermelho. Sun Tzu, em seu livro A Arte da Guerra, diz: “…quando os recursos acabam, outros poderes aparecem para tirar vantagem de sua situação extrema”. É evidente que ele se refere às táticas de guerra. Mas, puxando para o nosso assunto, esse é o perigo: quando acaba o dinheiro. É aí que surgem as ofertas, aparentemente providenciais [e indecorosas] de empréstimos, de crédito e de agiotas, que aparecem do nada na nossa frente, e se apresentam como a solução imediata a todos os nossos problemas. Mas nada disso são flores. É preciso muito cuidado nesta hora. Em grande parte das vezes, eles representam aqueles “poderes” citados por Sun Tzu, para tirar vantagens de um infeliz momento de fragilidade financeira.

A maioria das pessoas sabem disso. Sabem, por exemplo, que para evitar situações extremas como estas, não devem gastar mais do que recebem, que os juros são abusivos(e que por isso devem fugir deles), que existem despesas que podem ser cortadas sem que a vida acabe por isso, que produtos e serviços alternativos podem sair mais baratos e quase tão eficientes quanto os de “marca”, que alguns luxos são perfeitamente dispensáveis, entre outros. Mas, porque então, mesmo sabendo de tudo isso, as pessoas, vira e mexe, estão no aperto e no vermelho, recorrendo a terceiros para tentar salvar suas peles? Maquiavel, em sua versão de A Arte da Guerra, faz a seguinte colocação: “Os homens que desejam fazer algo devem antes preparar-se […] para cumprir aquilo que se propuseram executar”. Ele está claramente referindo-se ao planejamento. Desta forma, sem planos claros, austeros e atingíveis, nada feito.

Já que falamos em planejamento, saiba que sua elaboração passa pelas seguintes fases: Descrição do objetivo; Análise interna e externa; Criação e avaliação de alternativas; Planejamento de ações; Execução do planejamento; Controle de resultados; e retroação ou direcionamento para novos objetivos. Quase sempre nesta ordem. Isto serve para empresas e pessoas. E apesar do complicado ou dispendioso que possa parecer fazer um destes, acredite, sai muito mais barato investir seu tempo planejando seu consumo e suas compras, do que pagar juros absurdos por uma quantia de dinheiro que nem sempre irá resolver o seu problema.

Para terminar, quando o assunto é finanças pessoais, não há para onde correr. Só existem dois caminhos: 1. Fazer as coisas do jeito certo; 2. Continuar fazendo como todo mundo faz. E os resultados serão de acordo à sua decisão. Escolha.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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