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Foco no Empreendedorismo em Rede

Para quem perdeu o sono por causa do cartão de crédito

É sempre assim: quando acaba o dinheiro vivo, o cartão de crédito entra em cena. E isso não representaria problema algum se a prática não fosse tão recorrente, se estivesse sempre sob controle e se fosse aplicada com responsabilidade.

É por isso que, para os mais descuidados, o crédito pode dar a impressão de que há dinheiro à disposição, para comprar o que quiser, na hora que quiser e como quiser, com absoluta tranquilidade e sem nenhuma penalidade posterior.

Nada está mais longe da verdade.

A verdade é que todos querem segurança e tranquilidade nas finanças pessoais. Porém, o mau uso do cartão de crédito afasta qualquer chance disso acontecer.

Por que? Porque comprar no crédito significa comprometer o futuro. Compra-se agora e a fatura chega depois. Em outras palavras, comprar a crédito hoje significa menos dinheiro disponível em mãos amanhã. O problema de tudo isso? Oras, se faltou dinheiro para comprar agora, qual a probabilidade de, em circunstâncias normais, se ter dinheiro para pagar a conta depois?

E é assim que se criam as bolas de neve das dívidas com as faturas do cartão.

Vamos a um exemplo de mau uso do cartão de crédito, utilizando um fluxo de caixa bem simplificado de alguém da classe média, com um salário de R$3.000,00, que possui uma pequena poupança de R$800,00 no período inicial, com despesas fixas mensais em torno de R$2.200,00 e valor médio da fatura do cartão de R$1.100,00:

MÊS 0 MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4 MÊS 5
Salário R$3.000,00 R$3.000,00 R$3.000,00 R$3.000,00 R$3.000,00 R$3.000,00
Fatura do cartão R$0,00 R$1.100,00 R$1.100,00 R$1.100,00 R$1.100,00 R$1.100,00
Despesas fixas R$2.200,00 R$2.200,00 R$2.200,00 R$2.200,00 R$2.200,00 R$2.200,00
Economia R$800 R$300,00 R$300,00 R$300,00 R$300,00 R$300,00
Poupança acumulada R$800,00 R$500,00 R$200,00 R$100,00 R$400,00 R$700,00

Percebemos neste exemplo que o saldo do indivíduo saltou de R$800,00 positivos para R$700,00 negativos em poucos meses. Este resultado evidencia uma bola de neve de dívidas que apenas está começando. Em 12 meses, a defasagem estaria em torno -R$2.800,00. E olha que nem tocamos no assunto “juros”, pelo pagamento parcial ou em atraso das faturas ou de outras contas.

Não é preciso ser um sábio, para dizer que pessoas em condições semelhantes a estas não sabem lidar muito bem com o crédito. Mas, com algum esforço, esta relação poderia ser bem menos problemática.

Segue, então, algumas dicas para que o uso do cartão seja mais amigável e não se torne um pesadelo na vida de quem tem a tendência a se endividar facilmente:

1. Não tenha cartão de crédito

  • Essa dica vale para quem não consegue reconhecer que tem um problema de educação financeira e que, portanto, não está apto para utilizar esta ferramenta sem arruinar suas finanças pessoais (e de quem está à sua volta, principalmente seus dependentes);

2. Controle o valor da próxima fatura

  • Identifique o quanto seu salário pode suportar e tente manter a próxima fatura dentro deste limite. No exemplo acima, o que sobrava do salário após o pagamento das despesas fixas, eram R$800,00. Este seria o limite que este indivíduo poderia suportar.

3. Fuja das tarifas financeiras atreladas aos cartões

  • Algumas operadoras de cartão oferecem o serviço sem cobrar anuidades e nem taxas extras pelo serviço. Pesquise e contrate a que mais lhe seja vantajosa.

4. Nunca parcele uma fatura

  • Os juros costumam ser abusivos para quem parcelar a fatura. Se perceber que não vai conseguir pagar a fatura integralmente, procure outras formas de financiamento, como o empréstimo pessoal, que geralmente tem juros muito menores que os do cartão.

5. Não se engane com o valor do limite do seu crédito

  • As operadoras não estão nem aí se você vai ou não poder pagar. Quanto mais você se enrolar, melhor para elas… mais juros, multas. O seu limite pessoal de crédito deve ser o que o seu salário lhe permitir. Vide dica número 2.

6. A dica mor:

  • Economize e compre à vista, com dinheiro vivo, sempre que possível. Desta forma, além de comprar mais barato, por causa do poder de barganha que o dinheiro lhe dá, ainda pode dormir tranquilo por não estar devendo nada a ninguém.

Para não te cansar com dicas intermináveis, vou parar por aqui. Mas deixo este link com a nossa antiga série de posts sobre o Orçamento Familiar, que trata de assuntos correlatos ao deste texto.

Em conclusão, o cartão de crédito não precisa ser um inimigo; ele pode ser um grande aliado nos tempos difíceis. Mas, fazer dele um aliado ou um inimigo, só depende de você.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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