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Cinco coisas que aprendi sobre o que um freelancer deveria fazer para diminuir seus riscos

Certamente há dezenas de coisas que um freela pode fazer para reduzir seus riscos e proteger-se melhor em seu turbulento ambiente de trabalho. As que menciono à seguir, talvez façam parte do pelotão de frente das ações que qualquer profissional liberal deveria providenciar já, para tratar de minimizar as suas eventuais turbulências no curto e médio prazo.

Estabilidade profissional

Melhorar o currículo e investir em capacitação continua é indispensável para um freelancer que se preze. Porquê? Já escrevi aqui sobre isso antes. Dê uma olhada no post “Por que um freelancer deveria investir na formação contínua?

Diversificar a carteira

Há um grande problema recorrente nas pequenas empresas e com os pequenos empreendedores: a dependência de apenas um ou dois clientes como fonte de receitas. Erro grave. Às vezes, involuntário. Porém, quase sempre, evitável.

Concentrar uma carteira de clientes em poucas opções pode gerar sérios problemas de solvência se, por exemplo, o principal cliente decidir pela rescisão do contrato. Situação que, geralmente, nos pega de surpresa. Literalmente, com as calças nas mãos.

À quebra do contrato, seguirão meses de atraso nos pagamentos dos funcionários e dos fornecedores, ociosidade operacional do seu pessoal, sentimento de insegurança, desmotivação geral e, em alguns casos, desperdício de material.

A primeira, talvez a única opção, acaba sendo o banco. Desta forma, contrai-se uma dívida enorme com alguma forma de crédito, a uma taxa de juros altíssima, para manter a moribunda empresa em operação mínima. Passarão meses, talvez anos, para recuperar-se do baque. Se conseguir recuperar-se, claro.

A boa notícia é que, com algum esforço, tudo isto pode ser evitado. Como? Pulverizando as suas demandas de trabalho, cativando o maior número de clientes possível e viável, para, assim, diminuir o risco de perder uma parte importante da sua renda, se algo desastroso ocorrer com alguma das suas principais fontes de receita.

Mas, aí, entramos em outro dilema: a dificuldade de captar clientes. Pois bem, se no início das operações foi possível captar um cliente importante, ao ponto de garantir o funcionamento da empresa, agora também é absolutamente possível desbravar o mercado e lutar por conseguir mais duas ou três opções. Desta forma, com quatro ou cinco grandes clientes, se um deles pular fora do seu barco, você não ficará à deriva e, se isto ocorrer, com alguns ajustes, ainda será possível manter o negócio sobre os trilhos.

Seguros profissionais

Incidentes, acidentes e doenças acontecem com mais frequência do que se possa imaginar. A prova disso está na quantidade de gente nas filas de atendimento médico e de reabilitação por aí.

No caso de um trabalhador celetista, há algumas garantias que ajudam a manter uma parte das suas receitas, se algo ruim lhe ocorrer. No caso do freelancer, quase sempre, não. Por isso, a formalização é importante.

Para quem trabalha por conta própria, proteger-se contra a inatividade é questão de sobrevivência e deveria ser uma de suas prioridades. Para isto, deverá procurar formas seguras, que possam garantir a sua renda por algum tempo, enquanto se recupera. Opções como convênios, previdência privada, poupança e seguros de vida, são válidas. Mas a forma mais básica e recomendada é a formalização como MEI (Micro Empreendedor Individual).

Atualmente, existem centenas de profissões que se enquadram no MEI. A inscrição é gratuita e os vencimentos a pagar, a título de impostos, não são tão altos: 5% sobre o valor do Salário Mínimo vigente, mais R$ 1,00 de ICMS para o Estado (atividades de indústria, comércio e transportes de cargas interestadual) e/ou R$ 5,00 ISS para o município (atividades de Prestação de Serviços e Transportes Municipal).

Os benefícios e coberturas do MEI são: CNPJ, Inscrição Estadual e na Junta Comercial, Alvará de Funcionamento, emissão de Nota Fiscal, direito a aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio doença, salário maternidade, pensão por morte e auxílio reclusão(estes últimos, para a família).

Obs: Consulte restrições e condições gerais no site www.portaldoempreendedor.gov.br.

Cuidar da saúde

Considere isto: O corpo é o principal instrumento de trabalho do freelancer. Por isso, os cuidados básicos da saúde são simples, baratos, mas, na maioria das vezes, negligenciados. Pode ser uma caminhada regular, exercícios ao ar livre, alongamento, academia, consulta médica para um checkup, equipamentos de trabalho e de segurança adequados, postura, pausa para descanso, horário de trabalho regular, alimentação adequada etc.

Múltiplas fontes de renda

Neste último tópico, vamos partir do seguinte raciocínio: é preferível ter vários salários reduzidos a apenas contar com um grande salário. Me explico no seguinte ditado: “Não ponhas todos os ovos na mesma cesta.”

Pensando assim, o bom freelancer deve horizontalizar as suas ofertas de serviços e ampliar suas fontes de renda, evitando concentrar as suas receitas apenas no seu principal ofício. Claro, ele deve ser focado e ser um exímio especialista na sua área de atuação. Mas, também, deve ser o suficientemente bom em mais duas ou três atividades, e vendê-las ao mercado com o mesmo empenho que o fez com a sua atividade principal.

Além disso, aprender sobre investimentos e aplicações, para otimizar o lucro do seu dinheiro ocioso que está mofando lá na poupança simples e “vender” o seu conhecimento profissional através de cursos, livros, manuais etc, também são opções válidas para ampliar o seu leque de receitas. Desta forma, independentemente de quais vacas estejam gordas ou magras, você estará melhor blindado diante dos altos e baixos do mercado. Principalmente em tempos de crise.

Em todas as dicas apontadas neste post, não há regras e nem receitas milagrosas. Mas, sim, uma boa dose de bom senso e de precaução necessárias para prolongar a nossa vida profissional e, se possível, fazê-la florescer em sucesso.

Leia a série completa: Cinco coisas que aprendi sobre…

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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