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Gestão | Empreendedorismo | Carreira

Uma visão abrangente sobre o freelancer empreendedor

Ser ou não ser (freelancer), eis a questão. Depende, diria eu. Se é um especialista, formado ou autodidata, no ramo que deseja atuar e tem um respaldo financeiro que o ajude a manter-se em dia com suas contas, pelo menos nos primeiros meses, não vejo problemas em lançar-se rumo à tão sonhada independência financeira. Porém – e sempre há um porém – se não conta com suficiente cacife e experiência, sugiro que comece por baixo, ou seja, com um emprego. Pois, salvo raras e afortunadas exceções, empreender sem antes haver colocado a mão na massa e saber como funciona o processo de produção ou desenvolvimento do produto ou serviço que deseja oferecer, pode render-lhe desde algumas dores de cabeça e frustrações até ser obrigado que arcar com o pagamento de algumas indenizações por danos e prejuízos.

Dificuldade em conseguir emprego

Não podemos confundir o trabalho freelance com os serviços prestados durante os períodos de desemprego ou mais conhecidos como “bico”. O freelancer é um Empreendedor Independente devidamente organizado e, de preferência, registrado como tal. Assim pode garantir direitos previdenciários, aposentadoria, credibilidade e permissão para emitir nota fiscal. Afora isto, o freelancer deve ter planos de negócios muito bem formulados, contar com a estrutura ferramental básica e conhecimentos específicos para desempenhar suas funções.

Auto-emprego

No caso do “bico”, não se trata de empreendedorismo, nem de uma ambição pessoal por progresso, estamos diante de um quadro em que o profissional deseja apenas pagar suas contas e manter-se, de alguma forma, no mercado de trabalho; não há uma visão empreendedora.  O Empreendedorismo é abrangente e um poderoso gerador de renda para o idealizador, para outros profissionais, para comunidade local e consequentemente para a sociedade em geral, visto que todos os que estiverem conectados ao processo serão beneficiados.

Parcerias

O freelancer é um bom parceiro de outros freelancers, fazendo assim seu leque de oportunidades será maior e integrará um grupo de trabalho, onde todos os integrantes se complementarão intercambiando funções e experiências. Quem sabe se desta união possa surgir uma futura empresa de médio ou grande porte?

Vamos usar o exemplo da sacoleira: Seja por motivo de necessidade ou por vocação, ela procura lugares estratégicos onde comprar roupas a um custo menor do que irá revendê-las posteriormente. Até aqui contabilizamos três beneficiados: O fabricante, o fornecedor e a sacoleira. Imaginemos que a nossa empreendedora prospera e decide abrir uma pequena boutique e contrata uma ajudante… outra beneficiada. Logo, um contador será contratado para manter as contas da lojinha em ordem. O processo torna-se uma bola de neve; não para de crescer. Com boa administração e com o passar do tempo surgirão novas contratações, novos aluguéis, serviços de marketing e de informática, etc. Isto é Empreendedorismo;  funciona com o jardineiro, com o corretor, com o vendedor, com o jornalista, com a babá. Enfim, serve para quase qualquer área de atuação do freelancer.

Não é apenas questão de querer ser freelancer. Tem que ter competência para sê-lo.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

2 Comments

  1. Gostei da leitura! Simples, objetivo e informativo. Parabéns!

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