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Foco no Empreendedorismo em Rede

Hora de contratar: 20 anos de idade ou 20 anos de experiência?

Diante das frequentes crises e com o dinheiro cada vez mais curto, as empresas devem saber escolher bem quem contratar. Não raramente, nos diversos processos seletivos, lado a lado estão a qualidade e a experiência, na pessoa de um candidato mais maduro; e a energia e inovação em alguém mais jovem. Opta-se, claro, na maioria das vezes, pelo que representar o menor custo. É a velha regra do custo benefício. Mas, será que uma contratação deve considerar apenas o custo, como fator decisivo na hora de contratar? Depende. Uns dirão que sim, outros pensarão em investimento.

Observando sob a ótica do investimento, veja se não é assim: se eu contrato um jovem habilidoso, competente e que gosta de aprender, posso estar investindo nos próximos 20 anos da minha empresa; se contrato alguém maduro e experiente, estou investindo na manutenção do meu padrão de qualidade e na transmissão de conhecimentos para a próxima geração. Caso contrate os dois tipos de pessoas, estarei no caminho certo para a sustentabilidade do negócio.

Mas, claro, neste caso estaríamos falando do mundo ideal, onde as empresas inteligentes saberiam aproveitar tanto a energia e a vontade de aprender dos mais jovens quanto a experiência e a sabedoria dos mais velhos. Mas, infelizmente, não é o que acontece por aí, seja por falta de recursos financeiros, pela falta de expertise dos gestores ou pela miopia organizacional. Desta forma, é assim que um valioso capital humano pode estar se perdendo, quase sempre para a concorrência.

De um modo ou de outro, você não pode manter na empresa apenas jovens inexperientes e nem somente experientes cansados. A busca pelo equilíbrio, mantendo em seus quadros uma mistura saudável de gerações, é necessária. Apesar de que esta mistura pode ser explosiva, quando falamos de choques de costumes e de formas de pensar. Mas, isso não é nada que um bom gestor não possa lidar da melhor forma possível.

Sabemos que este assunto é meio espinhoso. Sempre haverá torcidas organizadas prontas para digladiar-se a favor e contra dos pontos aqui colocados. Porém, quando falamos de empresas visionárias, que miram a perpetuação, este é um tema de vital importância, que visa tanto a manutenção das atuais gerações quanto as oportunidades das gerações futuras, sem que ninguém saia prejudicado. Isto é pensar de forma sustentável. Pensamento utópico? Talvez. Porém, necessário.

Antonio Martins Jr. – já publicou 231 posts neste blog.Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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