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Empreendedorismo e Carreira

Putz… o meu emprego. E agora?

Não está fácil pra ninguém. A crise(2014-2016) não perdoa e o desemprego só aumenta.

E é infelizmente comum neste cenário qualquer um se perguntar: quando será a minha vez?

O fato inegável, é que todo mundo, mais cedo ou mais tarde, vai sair do emprego. Seja por vontade própria ou por demissão. Mesmo assim, de um jeito ou de outro, se perder o emprego em tempos de bonança já é de dar frio no estômago, imagine perdê-lo em tempos de crise.

Situação difícil.

Pensando nisso, fiz um brainstorming sozinho aqui(com post its na parede da minha toca), e levantei alguns aspectos que podem ajudar tanto a quem está perdendo o emprego agora quanto quem ouve, com certa frequência, a rádio corredor da empresa anunciar que em breve haverá novas demissões.

Alguns dados sobre o desemprego

Na década de 2000-2010, a média de tempo que alguém levava para se reposicionar no mercado era de um pouco mais de oito meses(Dieese). Alguns estudos realizados no primeiro semestre de 2015 elevaram esse período para até 12 meses. Eu não encontrei nada mais por aí, mas é possível que esse tempo tenha aumentado alguns dias(ou semanas) em 2016, em função da grande massa que, de repente, inflou a fila do desemprego no Brasil. Esse é um dado muito preocupante, pois demonstra que o trabalhador não deve pensar apenas nas contas do mês atual, mas também nas contas dos próximos 12 meses, caso ele perdesse seu emprego hoje.

Portanto, no caso de quem foi desligado agora, além de procurar um rápido reposicionamento no mercado, deve, pelo menos, tratar de amenizar o impacto do tombo e não permitir que as suas finanças pessoais se descontrolem tanto.

A poupança seria uma alternativa. Mas pra quem foi pego de surpresa, a dica não seria muito útil agora. Desta forma, o primeiro conselho de fato é: ficar de olho em todos os seus direitos e receber todo o dinheiro e benefícios possível. Se preciso, ir para o “pau”. Sem dó. Agindo assim, poderá enfrentar os próximos meses em relativa tranquilidade. Neste caso:

Apresse o recebimento dos seus direitos

Não durma no ponto e nem fique chorando as pitangas. Providencie e corra atrás de toda a papelada o mais rápido possível. Faça-o você mesmo. Qualquer intermediário lhe custaria o olho da cara. E você não pode nem pensar em absorver mais custos agora.

Corte despesas supérfluas

Reduza ou corte o plano de celular; corte assinaturas de televisão a cabo, jornais, revistas, aplicativos de celular, etc.

Aceite ajudas

Nestes momentos alguns amigos e familiares podem se propor a ajudar, inclusive com dinheiro. Não seja orgulhoso(a) e aceite. Deixe claro que, assim que possível, estes valores serão devolvidos.

Inscreva-se em programas sociais

Alguns programas, como o passe livre no transporte público para desempregados(em algumas cidades), pode contribuir bastante para reduzir despesas na hora de procurar um novo emprego.

Pegue impulso

Dar um passo atrás e aceitar uma oferta de emprego inferior ao que tinha anteriormente, pode ser uma saída de curto prazo para não se complicar muito financeiramente. Assim que possível, uma chance melhor poderá ser aproveitada.

Procurar no lugar certo

Não saia disparando currículos para todo lado. Foque no que realmente espera encontrar e procure os lugares(agências ou empresas) certos para marcar uma entrevista ou oferecer seus serviços.

Por último(mas não só), livre-se da negatividade

Não vai adiantar nada ficar triste e enfurnado em casa chorando o leite derramado ou somente “curtindo” o seguro desemprego. Seja proativo, planeje seus próximos passos e aja o quanto antes.

Se este texto calhou com o seu atual momento profissional, eu poderia ser um tanto quanto demagógico e te desejar boa sorte. Mas não. Vou desejar que você arregace as mangas e vá à luta. Aliás, quanto mais lutar, mais se capacitar, mais estudar e mais se esforçar, tanto mais sorte você terá.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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