Menu de Páginas do Blog

Gestão | Empreendedorismo | Carreira

A crise sob um outro ponto de vista

Há várias definições para o termo “crise” em português. Geralmente estão relacionadas a:

  • Doenças, quando o paciente vê o seu estado piorar;
  • Conflitos entre pessoas (brigas familiares, guerras, etc);
  • Metafísica, que tem a ver com a existência, a identidade, o imoral e outros;
  • Escassez (de mão de obra, de dinheiro, de recursos).

Esta seria uma forma de entender as nossas crises. Pelo menos, a mais comum.

Outro jeito de analisar o significado de crise, talvez de uma forma mais serena, seria buscar a sua origem no grego “Krisis” (κρίσις), que tem a ver com a distinção, a decisão, a sentença, o juízo e a separação.

Partindo destes dois princípios, temos a opção de assumir uma posição mais firme, controlada e sensata em relação às crises que enfrentamos. Pois, se misturarmos os resultados que estas nos impõe (relatadas ao início) com a conceitualização fornecida pelo seu significado original, temos a mistura perfeita para aprender a superá-la.

Podemos aprender, por exemplo, a decidir melhor e, consequentemente, tomar melhores decisões. Que bem poderiam ser:

  • Ser mais econômicos;
  • Assumir hábitos mais saudáveis;
  • Pensar no outro;
  • Colaborar mais;
  • Pensar antes de agir; e
  • Estar preparados para a próxima crise quando chegar (e vai chegar).

É importante compreender que são as decisões erradas (ou as não tomadas) no passado, que resultaram nos nossos problemas atuais. E quem decide, deve ter juízo, deve ser competente para fazê-lo bem feito. Isto é um ponto indispensável. E é justamente essa faculdade intelectual de julgar, de entender, de comparar e de tirar conclusões inteligentes, que pode minimizar a nossa probabilidade de errar na hora de decidir.

Só a título de informação, juízo também está relacionado à sensatez, bom senso, tino, siso.

Por aí há um jargão popular, que soa a frase motivacional, que pode sintetizar muito bem o que foi exposto até aqui: “Sairemos ainda mais fortes”. Tirando de lado o romantismo e paixão desse tipo de declaração, podemos afirmar que sim, dependendo da perspectiva em que a crise é observada, podemos sair mais fortalecidos, preparados e experientes do que antes. Mas se não formos capazes de aprender com as nossas quedas, ficará evidente o nosso déficit de inteligência. E os baques tenderão a ser cada vez mais frequentes e mais fortes, até não aguentarmos mais e sucumbir.

Portanto, não custa nada pensar. Aliás (e repetindo outro jargão), agir de forma impensada pode sair muito mais caro do que gastar um tempinho pensando nos nossos próximos passos.

(Só um parêntese antes de terminar: A melhor das crises talvez seja a de risos…)

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

Comente o post!

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *