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Cinco coisas que aprendi sobre uma empresa de sucesso – 4ª parte

O objetivo central de quem se lança nos negócios é poder constituir uma empresa de sucesso. São vários os fatores que indicarão se o desempenho desta empresa é positivo ou negativo. Os cinco fatores que apresentarei aqui são apenas a ponta do Iceberg das decisões que o empreendedor, principalmente o micro e o pequeno, deverão tomar ao longo da sua vida.

A empresa de sucesso

Planejamento

Este deve ser o primeiro passo após a concepção da nossa ideia de negócios. Antes mesmo de buscar recursos ou investimentos. O número de empresas que abrem suas portas sem um plano de negócios é alarmante, 95%. Outro problema é o déficit de administradores titulados no comando das empresas. Para se ter uma ideia, uma recente pesquisa do INEP mostrou que há somente 1.5 milhões de Administradores titulados para mais de 10 milhões de empresas no Brasil. Em números frios concluímos que falta qualificação na direção de muitos negócios. Talvez seja por isso que 70% das empresas, segundo o SEBRAE, não superam o quinto ano de vida e declaram falência.

Pra que sócio?

O dinheiro não é tudo. O lucro não é tudo. Mas, infelizmente, é tudo o que se espera de uma empresa. Afinal, vivemos num meio capitalista, não?

Sei que há casos e casos. A sociedade é como um casamento, o que afetar um dos sócios afetará aos demais também. Seja no caso de dívidas, recursos mal investidos, decisões mal tomadas, etc.
Em contrapartida, se tiver a sorte de encontrar um bom sócio, o negócio certamente irá de vento em popa. Mas esta é uma situação que quase nunca acontece. De fato, com um pouco de pesquisa é fácil constatar que há mais reclamações do que elogios em quanto às sociedades.

Investir em conhecimento e qualificação

O mundo é muito rápido. As informações e as tecnologias se atualizam em períodos de tempo cada vez menores. Estima-se que 36 meses é o tempo médio para o surgimento de novas tecnologias. Para a área de informática este número pode reduzir-se a algumas semanas, inclusive a dias. Isto significa que daqui a três anos, na minha formatura, já estarei desatualizado.

Portanto, não é luxo nem desperdício investir na capacitação profissional, tanto própria como de seus funcionários. E daí se seu colaborador, após a formação, for trabalhar com seu concorrente? Sua empresa será formadora de talentos, sua reputação correrá aos quatro cantos do mundo e serão muito mais – e melhores – o que ficarem ao seu lado do que os que te abandonarão. Dessa forma poderá produzir mais e melhor. Inclusive com um preço acima da média do mercado.

Entenda isso: Se somos qualificados não vendemos apenas produtos, vendemos qualidade. Isto é o que vale, e há muita gente disposta a pagar por isto.

Atendimento

Já ouviu falar da síndrome da invisibilidade? É algo comum que sucede com alguns profissionais fantásticos, mas que quase nunca são notados. Faça o seguinte teste: Tente lembrar-se de ter visto um gari hoje. Tente de novo. Se viu um, responda rápido: Você o cumprimentou quando o viu? Sei que, por estatísticas, a maioria dirá que não. Esta é a síndrome da invisibilidade. A atenção é uma das regras mais atuais de mercado e a empresa que não atenta para isto, inevitavelmente perderá terreno. Isto é válido tanto em relação aos clientes como em relação aos funcionários.

Vejo empresas muito eficientes na atenção de vendas, mas após a mesma concretar-se, o atendimento pós-venda é muito pobre – quando existe um. Então, esquece-se do cliente, que somente será lembrado quando surgir um novo produto no mercado com uma promoção imperdível para os “clientes preferenciais”.

Ser social

O dinheiro não é tudo. O lucro não é tudo. Mas, infelizmente, é tudo o que se espera de uma empresa. Afinal, vivemos num meio capitalista, não? Mas pergunte-se isto, que tipo de impacto você ou a sua empresa tem sobre a comunidade ao seu redor? Por décadas, antes da sua chegada, a vida prosseguia normalmente; Ela continua assim? Por séculos o meio ambiente permaneceu limpo e saudável no chão de onde, hoje, você extrai sua riqueza; Em que estado você o deixou? Você ajuda crianças ou pessoas com dificuldades, oferece capacitação aos moradores próximos, ou doa parte dos seus lucros para fins sociais? Com isto, aprendi que a empresa do presente ou do futuro, impreterivelmente, deve ser social.

Leia a série completa: Cinco coisas que aprendi sobre…

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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