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Desilusão à base de socos e pontapés

Fala-se de uma experiência realizada por um cientista. Era constituída de uma jaula alta e espaçosa com cinco chimpanzés dentro, no centro havia  uma escada que tocava o teto e um suculento cacho de bananas pendurado no topo da escada.

Passaram-se apenas alguns minutos antes de que o primeiro primata se aventurasse a subir os degraus para alcançar o manjar; mas a poucos centímetros das bananas, um jato de água gelada, que se ativava automaticamente, ensopou a todos os chimpanzés. Quando o segundo macaco se dispôs a subir, todos foram novamente castigados pelo jato de água  muito fria. E assim sucessivamente.

Ao cabo de algumas horas, e depois de muitos banhos gelados, os macacos começaram a chutar e a golpear a quem se atrevesse a subir na escada.

O castigo da água fria se havia tornado mais forte do que a vontade de saborear as ricas bananas que permaneciam lá em cima.

No dia seguinte, um dos macacos foi substituído por outro. Sem saber de nada, o novato tentou subir na escada mas foi arremetido pelos socos e pontapés dos seus colegas enfurecidos. Assim, aos poucos todos os macacos foram substituídos, e sempre que algum deles se atrevia a subir na escada para alcançar as bananas, era castigado pelos seus companheiros.

Ao cabo de uma semana, já não restava nenhum dos veteranos na jaula, consequentemente nenhum dos que ali estavam tinham conhecimento do castigo da água gelada. No entanto, quando algum deles tratava de subir a escada, a sessão de socos e chutes se repetia, e foi assim até que todos desistiram de subir.

Fico a pensar qual seria a conversa entre eles, claro, se pudessem falar:

“Ei, por que nos damos socos e pontapés quando algum de nós tentamos subir na escada?
– “Sei lá. Só sei que isso sempre foi assim.” Responderia o outro.

Não sei como terminou a experiência, para dizer a verdade, nem sei se ela existiu. Apenas me lembro de tê-la lido em algum blog espanhol.

Apesar da parte cômica da historieta, é muito comum deparar-nos com este tipo de situação no trabalho, entre colegas, no colégio, em casa ou em qualquer grupo social que sejamos participantes. Quando surge alguém tratando de “subir”, logo aparecem os frustrados e temerosos para tentar impedi-lo de lograr o acenso.

A única saída é arriscar. Penso o seguinte: “Se alguém empreendeu e fracassou, não significa que ao empreender eu também esteja fadado ao fracasso.” Assim, devemos tratar de escalar os degraus, ainda que nos sobrem socos e pontapés.

Afinal, quem nunca se sentiu como um daqueles chimpanzés que foram atacados sem saber realmente o por quê?

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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