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Fútil e desagradável

A diferença entre “útil” e “fútil” não termina na letra “f”. Podemos identificar esta distinção em diversas situações cotidianas, principalmente naquelas que são ligadas à informação.

Útil vs. Fútil

As notícias dos acontecimentos nacionais e internacionais nos chegam de uma forma cada vez mais rápida e direta. A Internet é a principal responsável por este “milagre” dos tempos modernos. De fato, toda informação encontrada na Rede segue duas vertentes: A que se caracteriza por ser útil e a fútil. Há menos úteis do que fúteis.

Para sintetizar está ideia, faça um teste: Acesse qualquer site de notícias nacional. Uma vez ali, observe cada informação que é apresentada e elimine as que nunca lhe serão úteis, por exemplo: Qual utilidade real você encontra nas notícias sangrentas ou dos “acontecimentos” do Reality Show da televisão, da vida privada dos artistas ou do jogador de futebol, dos bancos que acumulam lucros recorde ou da modelo que vai desfilar no carnaval? Estas informações lhe ajudam em algo? Melhoram sua vida? Se não, é porque são fúteis.

Agora, imagine um espaço em branco no lugar destas informações. O que restaria de interessante e útil para ler? O que encontraria de importante e que, de alguma forma, influenciaria diretamente na sua vida? Pouco, muito pouco. Talvez encontre algo referente ao índice de rendimentos da sua poupança, de alterações nos serviços da sua região e sobre algumas decisões fundamentais para o desenvolvimento da sociedade em geral. Afora isto, provavelmente o site ou o jornal ficaria com grandes espaços vazios.

Ibope negativo

Os bandidos geralmente aparecem nas notícias em rede nacional sorrindo(algemados, mas sorrindo). Por quê? Simples: Marketing pessoal. Eles sabem que a sua imagem ficará fortalecida diante dos seus comparsas – a polícia também desfruta deste tipo de marketing, principalmente quando há algum comandante Hamilton que acompanha desde seu helicóptero a operação policial em rede nacional. A “sister” do Reality Show que aparece semi-nua, quase sempre termina na capa de alguma revista masculina. As especulações dos bancos e das empresas controlam os preços, o mercado e os empregos. Os índices de violência não são maiores do que antes, são proporcionais ao crescimento da população. Sem embargo, diante dos fatos noticiados, sentimos que um apocalipse sangrento se aproxima sobre nossa sociedade, cada vez que algo trágido vem à tona. Tudo isto é resultante da importância que lhe damos às informações sensacionalistas, especulatórias e sem conteúdo.

Ainda assim, a percepção de informações úteis ou inúteis varia para cada indivíduo. É óbvio que os trabalhadores da moda vão querer saber a cor e o formato do biquini que a top model utilizou na praia no final de semana. Mas no contexto geral, empurrar a imagem da modelo com seu biquini para o público é fútil.

Amadurecer para crescer

Me pergunto o que seria dos telejornais se não fossem as informações inúteis, certamente durariam pouquíssimos minutos. Não é a toa que os intervalos são cada vez mais longos. Mas isto não é somente a nível de Brasil. Trata-se de uma tendência mundial, que é mais expressiva em alguns países e menos em outros. Coisas da Internet globalizada.

Como diria nosso amigo Carlos Nascimento: “Nós já fomos mais inteligentes”.

About Antonio Martins Jr.
Fundador e gestor do blog Enfoquenet. Bacharel em Administração de Empresas. MBA em Gestão Estratégica. Autodidata na maior parte do tempo. Webdesigner, com ênfase no WordPress desde o início do século. Aficionado em fotografia e jardinismo.

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