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Desemprego acima dos 40: Falta de mão de obra qualificada ou preconceito?

Não há empregos para maiores de 40 anos, falta mão de obra qualificada no Brasil, preconceito?

Ilegal, velado, mas real.

Tenho acompanhado noticias e mais noticias sobre a falta de mão de obra especializada no Brasil, paralelamente acompanho outra situação, a falta de emprego para gente especializada que está acima dos 40 anos.

Mão de obra qualificada

Há grupos e mais grupos discutindo esta situação; não chegamos a conclusões a respeito da solução, mas podemos tranquilamente listar os sintomas do problema. Há tempos ouvíamos: “Se você falasse inglês…”, “Se operasse computadores…”, “Se operasse sistemas…“, “Se entendesse de gerenciamento de Projetos (…) Project… Corel Draw, SAP, HTML etc”. E para cada uma dessas solicitações, nos apressamos em estudar e adquirir os conhecimentos necessários, enquanto a vida nos ensinava o feeling necessário; depois de tanto preparo, e adequação… “Se você fosse mais jovem…”

Perdemos tempo estudando? Será?

De um lado temos: Profissionais de nível técnico e profissionais de nível médio e superior; executivos experientes todos prontos. E entre estes, muitos profissionais que se atualizam e estudam a fim de servir bem no atual quadro tecnológico; e profissionais sênior que não buscam atualização tecnológica, mas tem experiência em suas áreas de atuação. O que estes tem em comum? Todos passaram a faixa dos 40 anos. E por esta razão estão desempregados.

Do outro lado temos: Um mercado gritando aos 4 ventos a sua necessidade de profissionais qualificados; Profissionais de RH buscando pessoal experiente para oferecer aos seus clientes que detêm as vagas; gestores jovens solicitando profissionais com as características acima; recrutadores jovens; empresas necessitando com urgência de profissionais experientes para realizar seus negócios.

O que estes tem em comum?

Estão todos empenhados em encontrar o profissional experiente, tarimbado, com todas as qualidades necessárias ao sucesso da empresa, porém este precisa ter menos de 35 anos; Quantos profissionais super experientes com menos de 35 anos existem no mercado? Nada contra os jovens, porém a experiência é resultado da ação do tempo, aliada ao conhecimento; como treinar jovens se estamos afastando os mais velhos e experientes e que tem a capacidade e o conhecimento para treina-los?

Em meu último emprego, tive a oportunidade de ensinar um jovem com quase metade de minha idade. Ele ocupava uma função maior que a minha por que dominava um software; ensinei a atender ao telefone, responder e-mails dos fornecedores chineses com gentileza, visualizar o sistema que é a empresa e desta forma ele conseguiu desenhar o fluxograma da empresa e subiu no conceito de seus superiores, quando a empresa mudou-se para BH, ele foi convidado, não aceitou pois logo conseguiu uma vaga aqui mesmo, onde esta trabalhando.

Não fui convidada, a razão?

Como ouvi do RH: você é mulher, tem família, é velha. E isto apesar de se referir a mim como uma referência na empresa. Então chegamos a uma conclusão, em algum ponto de nossa cultura aprendemos que aos 40 anos o profissional esta acabado, não aprende mais, não pode nem ensinar, e por esta razão os recrutadores os mantem fora das empresas, selecionando pela data de nascimento e não pelo currículo.

A solução, é o que buscamos, alguns sugerem ao sênior tornar-se empreendedor, mas a senioridade nos da a certeza de que em alguns casos não nascemos para ser os donos do negocio.

Então nos obrigamos a praticar a arte da reinvenção, reinventar-se para adaptar-se, porém mesmo esta arte não é conhecida por todos.

Leis, incentivos, há uma serie de sugestões para solucionar este problema, e o mais interessante é que quando encontrarmos a solução ela servirá exatamente para proteger aos jovens que hoje nos recusam a oportunidade de exercer nossas profissões. Irônico?

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About Denivia Oliveira
Secretaria executiva, estudante de Administração de Empresas, sempre interessada em novas tecnologias e técnicas as utiliza para melhorar o seu desempenho, entre seus estudos participou do seminário EMPRETEC que lhe deu uma nova forma de olhar a si mesma como profissional, gosta de pessoas e tem um interesse especial pela área de Recursos humanos, entre as tantas funções que exerce também canta no grupo Som maior (gospel).

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